quinta-feira, 10 de maio de 2018

1º ANO e 2º ANO DE SOCIOLOGIA TEXTO 2º BIMESTRE



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domingo, 29 de abril de 2018

VÍDEO SOBRE FASES DA LUA - 6º ANO




FAZES DA LUA : VÍDEO  





                                                                                      
ROTAÇÃO E FUSOS HORÁRIOS 


sábado, 21 de abril de 2018

IDADE MÉDIA: Formação dos Estados Modernos

























Filosofia Política: Maquiavel - Hobbes x Locke x Rousseau










IDADE MÉDIA: Formação dos Estados Modernos #10








quinta-feira, 19 de abril de 2018

1º ANO - SOCIOLOGIA - FILME :O NAUFRAGO

                                                            O NAUFRAGO




O náufrago

Análise sociológica do filme “O Náufrafo”

Título Original: Cast Away
Gênero: Drama
Direção: Robert Zemeckis
País / Ano de Produção: EUA, 2000
Duração: 134 min.
Elenco: Tom Hanks (Chuck Noland), Helen Hunt (Kelly Frears), Christopher Noth, Nick Searcy, Lauren Birkell
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Síntese do filme.

Chuck Noland é um engenheiro de sistemas do FedEx, cuja vida pessoal e profissional são controladas pelo relógio. Seu trabalho o leva, na maioria das vezes de um instante para o outro, para locais bem distantes - e bem longe de sua namorada, Kelly. Essa louca existência de Chuck termina abruptamente quando, depois de um acidente de avião, ele fica isolado numa ilha distante - um náufrago no ambiente mais desolado que se possa imaginar. Sem as conveniências da vida diária, primeiro ele tem que encontrar meios de suprir as necessidades básicas para a sua sobrevivência, incluindo água, comida e abrigo. Chuck, aquele que consegue resolver todos os problemas, acaba descobrindo como sobreviver fisicamente.

Analise Sociológica

“O Náufrago” é um menu bastante variado sob o ponto de vista sociológico. Nosso exame enfocará a questão do isolamento, bem como as mudanças sociais  decorrentes da adaptação, da acomodação e da assimilação que se verificam na vida de Chuck Nolan.

O isolamento é a “falta de contato ou de comunicação entre grupos ou indivíduos. Depois que o indivíduo estiver socializado, o isolamento prolongado provocará a diminuição das funções mentais, podendo chegar à loucura” (LAKATOS & MARCONI, 1999:352). O que se verifica no filme é o isolamento espacial ou físico de Chuck Nolan, em uma ilha do sul do Pacífico, por um período de 4 anos. É um período curto e, talvez por isso, não chega a provocar o retardamento mental e tampouco a loucura aventada pelos teóricos. As relações antropomórficas que ele mantém com a bola “Wilson”, não se pode dizer que sejam desvios comportamentais, embora não seja normal uma pessoa manter esse tipo de diálogo. Todavia, quantas vezes nós não nos flagramos conversando sozinhos. Nem por isso podemos ser tachados de retardados ou loucos. No caso em questão, Chuck demonstra uma excelente atividade racional, seja controlando o tempo, seja fazendo projetos e planos para deixar a ilha, incluindo a realização de cálculos matemáticos sobre a quantidade de cordas que precisaria para construir a jangada, etc. O efeito mais acentuado é o da tentativa de suicídio.
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A adaptação, “significa o ajustamento biológico do ser humano ao ambiente físico em que vive” (LAKATOS & MARCONI, 1999:342). Com certeza, Nolan teve que passar por grandes adaptações para viver em sua ilha. Seu organismo teve que se adaptar a satisfazer-se com água de coco para saciar a sede e a fome e a ficar com o corpo salgado o tempo todo depois do banho. Teve que adaptar-se também a viver seminu.
Além disso, o que mais se verifica no filme são exemplos de acomodação. Entende-se essa como “o ajustamento formal e externo, sendo pequena a mudança interna” (LAKATOS & MARCONI, 1999:342). Chuck não teve outra escolha. Era beber água de coco, comer castanha de coco ou peixes e moluscos crus ou  morrer. Também a escolha do patim cortante como faca, a forma de fazer roletando os pausinhos entre si, a confecção de cordas com cipós e fitas de víedo. Tudo o que ele fez ali, não o fez porque entendia que aquela era a melhor forma de se fazer, mas porque só aquilo era possível. Foi uma adaptação às circunstâncias. No seu íntimo, quando ele voltou à civilização, certamente que ele retornou às práticas decorrentes de sua cultura. Não houve da parte dele, uma assimilação daquelas práticas improvisadas, mas apenas uma adaptação. Quando ele retorna à civilização, ele volta a usar as roupas e tudo o mais. Um dos aspectos de adaptação mais notáveis do filme é a construção do alter. Não conseguindo viver só, por ser “um animal social”, como dizia Aristóteles, Nolan cria o seu amigo Wilson, uma ciatura antropomórfica da bola de voleibol, com a qual conversa, discute, troca idéias e pela qual demonstra afetos humanos.

A assimilação é o processo de mudança interna, com a inclusão de novos valores culturais, que substituem os valores antigos. O Nolan não substituiu nenhum de seus valores antigos quando voltou à civilização (pelo menos não se mostra isso no filme). Quando ele está deixando a ilha, ele a olha de uma forma nostálgica, como se a tivesse assimilado. Cheguei a pensar que ele voltaria para lá, posteriormente, caso não se readaptasse à vida em sociedade, como aconteceu com o Tarzan, mas foi só uma cena. Parece ele quis mais saber de sua ilha. Quem demonstra assimilação mais acentuada são a namorada e os amigos dele que ficaram na civilização. Após procurá-lo por um certo tempo, consideraram-no “desaparecido”, fizeram o seu sepultamento e a sua namorada se arrumou em casamento com o seu dentista. Certamente havia uma questão de interesse pessoal e por isso houve a assimilação da cultura pós-moderna. Não se pode dizer que eles foram obrigados a considerar de fato Nolan morto, embora a legislação deles reconhecesse assim, como acontece nas leis brasileiras (Lei nº 10.406, de 10 de janeiro 2002, art. 26).

Prof Izaias Resplandes

Fonte :https://www.recantodasletras.com.br/resenhasdefilmes/1160252 
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terça-feira, 17 de abril de 2018

3º ANO - GEOGRAFIA - CHOQUE DE CIVILIZAÇÕES

Choque de Civilizações?

Vamos estudar as origens, o contexto de surgimento e o significado da regionalização do mundo, com base na teoria do “choque de civilizações” de Samuel Huntington, criando uma visão crítica sobre seus fundamentos a partir de outros autores, principalmente Edward Said, e por que a aceitação da visão de Huntington representa certo reducionismo (reduzir os fenômenos) no entendimento da geografia do mundo atual, em virtude de se desconsiderar fatores geopolíticos, históricos, as disputas econômicas etc.A discussão sobre o assunto será iniciada a partir de acontecimentos relevantes e recentes no cenário mundial e, sem abandoná-los, estudaremos o paradigma (padrão) que modela a política internacional de hoje, principalmente após o término da Guerra Fria (1947-1991). Uma vez que pesquisadores considerem diferentes eventos como delimitadores do período da Guerra Fria entre Estados Unidos (EUA) e União Soviética (URSS), vale esclarecer que assumiremos aqui a aplicação da Doutrina Truman pelos EUA, em 1947, como o início efetivo da guerra velada entre estas duas superpotências, que perdurou até o fim da URSS, em dezembro de 1991.

Sua origem
Em um artigo intitulado “Choque de civilizações: na origem de um conceito”, Alain Gresh explica que a ideia de “choque” foi frequentemente retomada para explicar os conflitos entre Ocidente e Oriente. Ainda em 1964, Bernard Lewis, um professor universitário britânico pouco conhecido, lançou a expressão que ficaria famosa. Se, por um lado, esta passou despercebida durante a década de 1960, de outro foi relançada por ele vinte e cinco anos depois na forma de um artigo, “As raízes da cólera muçulmana”. Gresh ressalta que:

“a visão de um ‘choque de civilizações’, contrapondo duas entidades claramente definidas, o ‘Islã’ e o ‘Ocidente’ (ou a civilização judeu-cristã’), está no centro do pensamento de Bernard Lewis, um pensamento essencialista que restringe os muçulmanos a uma cultura petrificada e eterna.”
GRESH, Alain. Choque de civilizações: na origem de um conceito.
Edição de setembro de 2004 do Le Monde Diplomatique.
           
Em 1993, Samuel P. Huntington, estrategista norte-americano, retomou a fórmula do “choque de civilizações” num célebre artigo que escreveu para a revista Foreign Affairs. O texto fez tanto sucesso e despertou tanta polêmica que levou o seu autor a ampliá-lo e, em 1996, Huntington publicou o livro Choque de civilizações: e a recomposição da ordem mundial, publicado no Brasil no ano seguinte.

O contexto geopolítico em que surgiu e seu significado
A expressão “choque de civilizações” adquiriu grande repercussão no contexto de incertezas da nova ordem mundial, logo após o fim da Guerra Fria (1947-1989), quando o mundo se deparou com a eclosão de conflitos isolados, motivados por rivalidades étnico-religiosas e culturais, contidos em sua grande maioria por regimes totalitários, como na ex-União Soviética e na antiga Iugoslávia. O tema é bastante atual, a maioria das guerras ocorre entre povos de civilizações diferentes, por exemplo, o conflito Israel-Palestina, as Guerras do Golfo, a desintegração iugoslava, a instabilidade na Caxemira, a luta pela independência na Chechênia ou mesmo a atual presença anglo-americana no Iraque.




O postulado (princípio não demonstrado de um argumento ou teoria) de Samuel P. Huntington, na obra indicada acima, constitui um esforço de compreensão do mundo e do novo quadro das relações internacionais emergente da implosão soviética, depois que as tensões políticas da velha ordem bipolar deixaram de subordinar um ou outro bloco ideológico. O autor propôs o paradigma civilizacional como modelo, assumindo que são as várias identidades culturais do mundo que modelam as coesões, as desintegrações e os conflitos numa nova ordem mundial Pós-Guerra Fria, onde, inclusive, Estados se aliam, ou não, em função dos sentimentos de pertencimento civilizacional. O cenário e a divisão do mundo propostos por Huntington foram estabelecidos após o autor ter analisado vários autores, entre os quais os historiadores Arnold J. Toynbee e Fernand Braudel. Nesse trajeto, há muitos pontos que Huntington não aborda ou apenas levanta de passagem, como é o caso da questão se os judeus seriam ou não uma civilização. Segundo ele, o mundo está dividido em nove “civilizações”: ocidental, africana, islâmica, sínica, hindu, ortodoxa, japonesa, budista e latino-americana. Defende-se nela que o futuro da humanidade poderá ser determinado pelo confronto entre diferentes civilizações, a partir da adesão a religiões e características culturais comuns. O ideal seria que cada civilização principal tivesse, pelo menos, um assento no Conselho de Segurança das Nações Unidas, mas sabemos que apenas EUA, China, Rússia, França e Inglaterra são membros permanentes do Conselho. Assim, concluímos que a divisão de Huntington não é tão abrangente assim. Veja o mapa “A distribuição das civilizações de acordo com Huntington” nas páginas 6 e 7, no caderno do aluno e na legenda estão às características de cada civilização.
           
Edward Said, crítico literário e ativista da causa palestina, interpretou a teoria de Huntington como uma versão renovada da tese da Guerra Fria, pois entende que os conflitos do mundo atual e do futuro continuarão a ser essencialmente ideológicos, mais do que econômicos e sociais. Edward lembra que, a argumentação de Huntington falha por tratar a cultura como algo monolítico (único), imutável e homogêneo, ou seja, não considera as inquietações que existem dentro de cada cultura e aponta que a tese do “choque de civilizações” fundamenta-se na perspectiva de uma separação rigorosa entre diferentes culturas, desconsiderando os diversos fluxos que caracterizam o mundo de hoje, o que torna impossível, para qualquer cultura, manter-se completamente isolada das outras (por exemplo, as migrações, as misturas e o intercâmbio de culturas).



           
O paradigma (modelo) civilizacional de Huntington não é verificável a ponto de considerarmos o melhor. Uma das críticas, dirigidas à sua teoria, são as limitações quando contraposta à realidade geopolítica mundial, expressando uma visão reducionista (reduzir os fenômenos) diante das verdadeiras causas de muitos conflitos. Por exemplo, se voltarmos ao início da década de 1990, para lembrar o caso do genocídio em Ruanda entre hutus e tutsis, identificamos que eles são de grupos étnicos diferentes na religião, mas que pertencem, para Huntington, à “unidade cultural africana”, cujo confronto resultou na morte de 1 milhão de africanos numa guerra considerada como a maior catástrofe humanitária acontecida após a queda do Muro de Berlim (1989). Exemplificar a conflitualidade por intermédio do critério civilizacional ou religioso representa, muitas vezes, colocar em segundo plano os interesses mais ou menos legítimos dos atores internacionais, correndo-se o risco de certo reducionismo no entendimento da geografia do mundo atual em virtude de se desconsiderar fatores geopolíticos, históricos, as disputas econômicas etc.

Outros especialistas não concordam com a tese de Huntington, além de Edward, como Noam Chomsky, John Espósito, entre outros, que vinculam os conflitos à imposição de um modelo geopolítico e econômico controlado pelos países ricos e suas corporações. A identificação civil ou religiosa entre os povos não se verifica como o fator-chave de todos os conflitos no mundo atual. Além dos conflitos das fronteiras do mundo, temos as tensões político-militares entre Estados, grupos e nações a partir do conhecimento da geografia dos recursos vitais. Por exemplo, a disputa pelo máximo de controle do petróleo (um recurso vital), no Iraque, pelos norte-americanos; o caso dos Montes ou Colinas de Golã, assegurado pelos israelitas para garantir o fornecimento de água – um problema crônico em Israel – é um planalto inabitável, constantemente coberto de gelo, que serve de fronteira natural entre os países árabes: Líbano, Jordânia e Síria.
Entre outros autores recomendados, e que concederam entrevistas para jornais brasileiros a respeito da teoria do “choque de civilizações”, sugerimos John Espósito (professor de religião e relações internacionais da Universidade Georgetown, Washington).



Org. Rég!s
Fonte : http://profclaudenir.blogspot.com.br/2011/05/choque-de-civilizacoes.html