sexta-feira, 17 de fevereiro de 2017

quarta-feira, 15 de fevereiro de 2017

3ªS SÉRIES GEOGRAFIA - REGIONALIZAÇÃO DO ESPAÇO MUNDIAL


3ªS SÉRIES - REGIONALIZAÇÃO DO ESPAÇO MUNDIAL





DIFERENTES CRITÉRIOS PARA DIVIDIR O MUNDO EM REGIÕES

Você já pensou nos diferentes critérios que podemos utilizar para dividir o mundo em regiões?

Só em olhar o globo já sacamos logo de cara a maneira mais tradicional de se dividir o planeta: A Divisão por Continentes! Assim temos a Europa, Ásia, África, América do Norte, Central e do Sul e a Oceania.

Essa divisão por continentes segue um critério natural muito primário: grandes porções de terra e grandes porções de água, os Oceanos. Mas mesmo tendo como base à natureza, podemos dividir a Terra em outras maneiras. Uma delas, também bastante antiga, é a regionalização por faixas climáticas. De acordo com o Clima podemos determinar algumas regiões: Zonas Polares: Ártica e Antártica, Zonas Temperadas do Norte e Sul e Zona Intertropical.

O clima faz com que essas regiões sejam muito diferentes uma das outras; basta lembrar das florestas.

Além dos Continentes e do Clima uma outra forma de se regionalizar a Terra ainda tendo como base à natureza, é através dos ecossistemas. Nesse caso todos os fatores naturais são considerados: Clima, Fauna, Relevos, Solo, Flora, Geologia.

*Nos tempos de hoje com tanta destruição dos recursos naturais, podemos ainda destacar as regiões que ainda existem patrimônios da natureza preservados, exemplo: "Milhões e milhões de espécies animais e vegetais vivem e dão vida ao planeta. Mas enquanto nos ecossistemas temperados do hemisfério norte, o número de espécies é reduzido, uma verdadeira explosão de formas vivas colorem as florestas tropicais, que são justamente os ecossistemas mais ameaçados do planeta. Isso tudo se chama Biodiversidade! A evolução da vida formou um diversificado patrimônio natural, ou como chama os biólogos: um Banco Genético. Cada espécie tem seu código como se fosse a sua carteira de identidade. Esse código genético torna impossível confundir as espécies. Esse material vivo é conhecido como Biodiversidade, e está presente em todos os ecossistemas e vem sendo depredado, causando assim, um empobrecimento desse patrimônio natural. A América Latina tem feito um grande esforço para preservar seus ecossistemas naturais através de parques e reservas e tem sofrido como todos os outros continentes à crise econômica que devasta os países. Não há dinheiro para a conservação e a administração de tantas riquezas naturais. Com uma nova atitude de respeito à vida, a diversidade biológica permanecerá e teremos mais segurança e beleza em nosso planeta, para nós e para as futuras gerações. A Vida Não Pode Parar!

Agora vamos mudar o nosso olhar! Ao invés de destacar a natureza, vamos destacar a sociedade. Vamos pensar em critérios políticos e econômicos. Eles são hoje, os mais utilizados para dividir a terra em regiões. E o mais básico desse critério divide as nações do planeta levando-se em conta as condições econômicas e sociais.

Há algum tempo atrás podíamos dividir o mundo em três mundos diferentes: 1o, 2o e 3o mundos. No final dos anos 80 um desses três mundos praticamente desapareceu. Você sabe qual foi?

a. O Primeiro; b.O Segundo; c.O Terceiro;



Acertou quem disse que foi o 2o. A divisão do mundo em três obedecia ao seguinte critério: o 1o mundo era formado pelos países ricos, desenvolvidos como os Estados Unidos, Japão e países da Europa Ocidental, por exemplo, Alemanha, França e Inglaterra. O 2o mundo pelos países socialistas liderados pela União Soviética e o 3o pelos países pobres, subdesenvolvidos.

No final dos anos 80 a história deu uma importante guinada. As experiências socialistas praticamente desapareceram e com elas foi-se junto o 2o mundo. * "Começando nas Repúblicas Bálticas, Estônia, Letônia e Lituânia e depois se espalhando por todo o país, os nacionalismos outrora sufocados começaram a explodir. Diversas Repúblicas Soviéticas tornaram-se independentes. Temendo as conseqüências desse processo Gorbatchev cria a Comunidade dos Estados Independentes que substitua o regime centralizado de Moscou. Até hoje essa organização encontra-se indefinida e há muitos conflitos com a Rússia".

* "O golpe de Estado de agosto precipitou tudo o que pretendia evitar. O colapso final do Socialismo e a desintegração do Império Soviético. Depois do golpe de agosto Gorbatchev passou a ser um refém político do homem que o salvou, Boris Ieltsin, que Gorbatchev tinha trazido em 85 da Sibéria para Moscou. O mundo assistiu a desintegração, nem sempre pacífica, do Império. Mas não há muitos argumentos a favor do otimismo. A Comunidade dos Estados Independentes tomou o lugar da União Soviética. É uma associação geopolítica frouxa que não deve durar muito. A reunião das maiores Repúblicas Eslavas, Rússia, Ucrânia, e Bielo-Rússia, com as cinco Repúblicas centro-asiática lideradas pelo Cazaquistão é feita de problemas. É possível que num futuro próximo o Ocidente tenha que se concentrar de novo num país que é a sexta parte do mundo e atende pelo velho nome: Rússia".

Outra maneira de se regionalizar o mundo é a divisão em país Centrais e Periféricos. Centrais são os países Desenvolvidos que exercem influência sobre os países pobres ou Periféricos. Existem também países que são semi-periféricos, o Brasil é um exemplo desse tipo de país. Internacionalmente ele é Periférico, mas dentro do Cone Sul ele é Central, exportando seus produtos e serviços e com a mão-de-obra melhor qualificada que a de seus vizinhos.

Com o mundo se integrando economicamente através de mercados comuns, o Brasil tem posição destacada no Mercosul, Mercado Comum do Cone Sul. * "Mercosul é um bloco econômico que reúne a Argentina, o Brasil, o Paraguai e o Uruguai. Veja um exemplo para entender como esse bloco funciona: antes do Mercosul, uma garrafa de vinho argentino, uma peça de couro paraguaio e um quilo de carne uruguaio chegava ao Brasil com preços mais altos. Isso acontecia porque esses produtos cruzavam as nossas fronteiras e o governo brasileiro cobrava Taxas de Importação, o mesmo acontecia quando produtos brasileiros iam para esses países. Mas desde que o Mercosul entrou em vigor em janeiro de 91 os quatro países membros deixaram de cobrar impostos de importação sobre a maioria dos produtos. O consumidor sentiu isso no bolso, os preços dos importados desses países caíram. Outro bloco econômico que existe no continente americano é o NAFTA. NAFTA é uma sigla inglesa que em português significa Acordo de Livre Comércio da América do Norte. Os países membros são Canadá, Estados Unidos e o México. o Nafta entrou em vigor em 1 de janeiro de 94. Ele também acabou com os impostos cobrados sobre os produtos importados dos países membros. Mas agora existe a possibilidade de os 34 países do continente americano formarem um bloco único, a ALCA. ALCA significa Área de Livre Comércio das Américas e se ela for criada vai integrar todos os países da América com exceção de Cuba. Isso só deve acontecer a partir do ano de 2005."

Apesar de todas essas interações e semelhanças entre as regiões do mundo ainda é possível regionalizar considerando as diferenças culturais. A primeira grande divisão do mundo em regiões culturais é aquela que distingue Oriente e Ocidente. Povos diferentes, Culturas diferentes, Civilizações diferentes. Línguas, religiões, hábitos e costumes dividem o mundo de maneira muito rica, muito bonita. *"Entre os povos do mundo não encontramos uniformidade, mas sim uma impressionante diversidade. Cada sociedade se adapta de forma diferente, cada um encontra suas próprias soluções para a questão da sobrevivência. O que cria essa variedade fenomenal ? A Cultura! É a cultura que nos permite que nos adaptemos, que criemos uma série de valores, crenças e práticas afim de colhermos os benefícios de cada lugar por onde andamos, onde criamos raízes e sobrevivemos. Mas a cultura faz mais do que ajudar na nossa sobrevivência física. Usamos a cultura para nos alimentar, nos mantermos aquecidos, mas além disso a usamos como alicerces para nossas regras, um projeto para nossas idéias, costumes e padrões para vivermos em sociedade. Através de nossa cultura, cada grupo forma um mundo com uma série de idéias visíveis e invisíveis. Cada um cria um modelo de bem ou mal, inventa meio de controlar a sorte ou destino e cria numa ordem um aparente caos. A cultura nos diz não só para sobreviver, mas também, como sobreviver, o que caçar ou plantar; não nos diz apenas para procriar, mas quando e com quem; nos diz o que pensar ou não e até o que comer ou não. A cultura impõe limites, filtra e dá valor a nossa realidade. É por causa da cultura que no nosso meio, as pessoas comem diferente, se vestem diferente e têm diferentes hábitos e religiões e cada um de nós tende a acreditar na entidão dos nossos métodos e verdades, como se fossem transmitidos por nossos deuses e ancestrais e passados aos nossos filhos."

Pode não ser a mais utilizada, mas essa divisão do mundo pelas diversas culturas e civilizações demonstra toda riqueza do planeta Terra. No mundo globalizado em que vivemos a convivência pacifica e o respeito pelas culturas regionais é fundamental para todos.




                            Entendendo a Regionalização Mundial




                 A Teoria da Regionalização Mundial tem por objetivo identificar grandes áreas do planeta com características próximas, no que diz respeito à população e a economia, ou ainda, semelhanças na Formação Sócio-Econômica-Espacial. Nesta aula não será abordada a tradicional divisão do planeta em continentes, ou seja a regionalização a partir de critérios naturais.

                  As Ciências Sociais buscam criar uma metodologia apropriada para lidar com a enorme diversidade e também para compreender as diferentes realidades encontradas no planeta. Para compreender um texto, em especial um Clássico, deve-se inicialmente analisar o momento histórico a que ele se refere e/ou foi escrito; só a partir daí seus conceitos podem ser interpretados.

                     Esta observação sobre diferentes metodologias e conceitos ao longo da história é de grande utilidade em todas as aulas, a principiar pelas diferentes formas de regionalização propostas até a atualidade. Não se pode esquecer que com o decorrer da história, novas metodologias surgem e novos conceitos são lançados para diagnosticar com maior propriedade a dinâmica realidade das sociedades.


                          Países Desenvolvidos e Subdesenvolvidos


             O economista Joseph Alois Schumpeter (1883-1950) foi um dos precursores desta proposta de regionalização. Ele propôs o conceito de desenvolvimento econômico condicionado às idéias de inovação tecnológica e da ruptura do “fluxo circular”. Schumpeter privilegiou a atuação do empreendedor, do inovador na superação da condição de pobreza, da precariedade. Assim estabeleceu a divisão do mundo entre aqueles que se desenvolveram e os que supostamente poderiam se desenvolver.

Entre as diversas escolas do pensamento econômico se destacam as seguintes idéias:


·                     Liberalismo - o subdesenvolvimento é sinônimo de estagnação econômica.


·                     Neoliberalismo - criou os rótulos “países em desenvolvimento” e “países emergentes”, e posicionou os antigos “subdesenvolvidos” dentro de uma fase do desenvolvimento.



·                     Estruturalismo - estabeleceu que, além das razões econômicas, o subdesenvolvimento era resultante da fragilidade das instituições próprias de cada Estado.


·                     Keynesianismo - determinou o subdesenvolvimento como fruto da ausência de um Estado forte, capaz de impor medidas reguladoras, subsídios e protecionismo alfandegário. 

·                     Teoria da Dependência - argumentou que o subdesenvolvimento é resultado de trocas internacionais desiguais e não da ausência do desenvolvimento, portanto, é produto do desenvolvimento desigual de outros países.






                              Países Centrais e Periféricos



              Rosa Luxemburgo (1870-1919), filósofa marxista e militante revolucionária cuja bandeira era “Socialismo ou barbárie”, foi grande defensora desta proposta de regionalização. No sistema capitalista, segundo esta concepção, os países centrais e os países periféricos travam um conflito desigual, no qual não há espaço para que os menos abastados alcancem qualquer forma de progresso, seja social ou econômico.

                 Cada país ocupa um espaço e desempenha seu papel no mundo capitalista, assim a periferia jamais chegará ao centro. No início do século XX, esta visão de mundo foi adotada por inúmeros movimentos revolucionários, depois esquecida por algumas décadas. Na atualidade voltou a ganhar espaço nos meios acadêmicos. Em 1949, o economista argentino Raul Prebish apresentou a tese O Desenvolvimento Econômico da América Latina e seus Principais Problemas. Nesta obra, a difusão do progresso técnico e a distribuição dos seus ganhos na economia mundial aconteciam de forma desigual. No centro, a difusão do progresso técnico teria sido mais rápida e homogênea, enquanto na periferia, o progresso só atingiria setores ligados à exportação em direção ao centro.

                  A CEPAL (Comissão Econômica para a América Latina e Caribe da Organização das Nações Unidas), criada também em 1949, adotou esta linha em seus estudos. PRIMEIRO, SEGUNDO E TERCEIRO MUNDOS Em 1952, o demógrafo francês Alfred Sauvy (1898-1990), cunhou a expressão “Terceiro Mundo” para classificar as novas nações da Ásia e da África que surgiam durante o processo de descolonização, após a Segunda Guerra Mundial (1939- 1945).

                   Sauvy notou semelhanças entre as aspirações dessas nações com as do “terceiro estado” antes da Revolução Francesa. Em 1789, o “terceiro estado” representava 95% da população, porém somente o primeiro e segundo estados (clero e nobreza) tinham real representatividade política, privilégios jurídicos e fiscais, o “terceiro estado” arcava com a carga tributária. Na sua concepção, os países que se opunham às metrópoles imperialistas formavam o “Terceiro Mundo”, isto é, um bloco de países capitalistas jovens, desprovidos 
de capital e crédito, entre outras formas de precariedade. O “Segundo Mundo” era constituído pelos países socialistas, o “Primeiro Mundo” pelos países capitalistas dominantes.

                  Em 1955, na primeira Conferência entre os países “Não Alinhados”, realizada em Bandung, na Indonésia, esta proposta de regionalização ganhou espaço na mídia e se popularizou nos anos da Guerra Fria. De forma equivocada esta proposta de 2 regionalização ainda é utilizada, mesmo não existindo países socialistas (Segundo Mundo), pelo menos em sua concepção original. Nos seus últimos anos de vida, Sauvy declarou que tal denominação deveria ser abolida. Para ele, o “Terceiro Mundo” deveria ser um bloco politicamente oposto ao “Primeiro Mundo” e não somente um agrupamento de países de grande precariedade econômica. Além disso, os países designados como “Terceiro Mundo” não poderiam servir ao interesses dos países dominantes.






                   Países do Norte e do Sul





               Diferente das demais propostas de regionalização, esta não apresenta um autor precursor, mas cabe destacar o presidente dos Estados Unidos, Bill Clinton, como um dos responsáveis pela popularização dessa representação. Após décadas de Guerra Fria, o enfrentamento ideológico entre Socialismo e Capitalismo (Leste x Oeste) perdeu espaço para a disputa econômica entre Ricos e Pobres (Norte x Sul). A idéia ganhou força no início da década de 1990, a partir da dissolução da União Soviética, principal representante do “Segundo Mundo”.

                Com relação a essas representações, deve ficar claro que são simplificações arbitrárias, convenientes para a maior parte da mídia e para os Estados que as endossam. Em nenhum momento o Leste foi totalmente Socialista nem o Oeste plenamente Capitalista. A divisão entre Norte e Sul também é uma representação simbólica, que desrespeita a Linha do Equador. A desigualdade entre Norte e Sul já existia, mas não se evidenciou após a Segunda Guerra Mundial devido ao predomínio da Guerra Fria.

Por: Marcelo Luiz Corrêa
Revisão: João Bonturi




Org> Reg!s
Fonte : http://professoradegeografia.blogspot.com.br/2012/02/3s-series-regionaliacao-do-espaco.html










 QUESTÃO :  texto minimo  20 linhas ...
 Identifique  critérios  de regionalização , estabeleça relação com sua singularidade .

quarta-feira, 8 de fevereiro de 2017

LINK PARA O TEXTO DO SEXTOS - SETIMOS e OITAVOS ANO - GEOGRAFIA


     CLICK NO LINK ABAIXO

                                           ⬇⬇⬇⬇



http://regisper.blogspot.com.br/2016/02/sexto-ano-primeiro-bimestre-2016.html










Org. Reg!s

TEXTO HISTORIA - PRIMEIRO ANO ENSINO MEDIO


Pré-história: O surgimento do ser humano e os períodos pré-históricos


Um dos mais fascinantes mistérios da Pré-história é o surgimento do ser humano. Até 1859, apenas livros religiosos, como a Bíblia, davam resposta a esse enigma, naturalmente em sua linguagem simbólica. Nesse ano, o naturalista inglês Charles Darwin publicou seu livro "A origem das espécies", apresentando evidências de que as espécies animais são capazes de modificações gradativas, ou de evolução, através do tempo, de modo que novas espécies possam surgir.
Ele também demonstrou que as modificações são determinadas pela Lei da Seleção Natural, segundo a qual, na acirrada competição que os seres vivos travam pela sobrevivência, prevalecem aqueles que melhor se adaptam ao meio específico em que vivem. Dessa maneira, as características que contribuíram para a sobrevivência de cada espécie são preservadas e transmitidas para as gerações futuras.
Por uma questão de justiça histórica, não se pode deixar de mencionar que o também inglês Alfred Russel Wallace havia chegado às mesmas conclusões de Darwin - e exatamente na mesma época. No entanto, por uma gentileza característica dos cavalheiros britânicos, permitiu que Darwin publicasse antes o seu livro e recebesse todos os méritos da descoberta, ficando Wallace em segundo plano.

A origem das espécies

A partir dessas ideias, de observações e de estudos de material fóssil, além de experiências, os cientistas puderam traçar a linha de evolução dos seres vertebrados, afirmando que teriam surgido no mar, de organismos menores. Entre os primeiros vertebrados estariam os peixes, em seguida os anfíbios, e na sequência, os répteis, as aves e os mamíferos.
Entre os mamíferos, teria aparecido, há cerca de 13 milhões de anos, a ordem dos primatas, que inclui atualmente os macacos e os homens. Para percorrer a distância entre os primatas mais simples, através da seleção natural, e o homem, foram necessários milhões de anos.

Os primatas

A espécie de primata com características mais próximas das da espécie humana de que se tem notícia é a do Ramapithecus, que existiu há 13 milhões de anos. Foi sucedida pelo Australopithecus (cerca de 4 milhões de anos atrás), contemporâneo do Homo habilis, surgido há aproximadamente 2,3 milhões de anos.
Há cerca de 1,5 milhão de anos, tendo predominado o gênero Homo sobre o Pithecus, a espécie do Homo erectus floresceu, com postura e dimensões do cérebro próximas das do homem atual. Dessa espécie, os dois exemplares mais célebres foram aquele descoberto em 1891 por Eugéne Dubois em Java, batizado Pitecantropo de Java, e o que foi achado em Pequim, China, conhecido como Sinantropo pequinense.
Acredita-se que o local de origem do Homo erectus tenha sido a África centro-oriental, de onde ele teria saído (por razões desconhecidas) para povoar o mundo, chegando primeiramente à Ásia e à Europa. Mas sobre essa expansão, como também a respeito de sua chegada ao continente americano, os estudiosos possuem muitas dúvidas e poucas certezas.

O Homo sapiens

O Homo sapiens, surgido entre 400 mil e 100 mil anos atrás é um dos últimos elos da corrente da espécie a qual todos nós pertencemos. Suas origens ainda não estão totalmente explicadas. Uma das teorias afirma que os seres humanos modernos (Homo sapiens sapiens) evoluíram ao mesmo tempo a partir de populações primitivas da África, Ásia e Europa, misturando-se uns aos outros geneticamente.
Segundo os defensores dessa corrente, isso se justifica pelo fato de que, em determinadas regiões, populações humanas modernas possuem algumas estruturas anatômicas semelhantes a populações de Homo erectus que ali viveram no passado.
Uma outra hipótese sustenta que uma pequena população relativamente isolada de seres humanos primitivos da África evoluiu até o Homo sapiens moderno e de lá se espalhou pela Europa, Ásia e restante do continente africano, desalojando as populações humanas primitivas que encontrava em seu caminho. Os cientistas defendem suas ideias baseando-se na análise do DNA de células de seres humanos de diferentes localidades do planeta.
Independentemente de qual teoria esteja correta - se é que alguma delas está -, o fato é que os mais antigos fósseis já encontrados de seres humanos modernos datam de 130 mil anos e foram localizados na África. E de todas as espécies, o Homo sapiens sapiens foi a única que se espalhou e conquistou os cinco continentes do nosso planeta.


Períodos da Pré-história humana

Do mesmo modo como a história foi dividida em períodos ou idades (Antiga, Média, Moderna e Contemporânea), os estudiosos realizaram uma periodização da Pré-história, embora esta seja constantemente questionada. A primeira periodização foi formulada pelo dinamarquês Christian Thomsen, num livro publicado em 1836. Segundo ele, a Pré-história se dividida em:
  • idade da Pedra Lascada,
  • idade da Pedra Polida,
  • idade do Bronze e
  • idade do Ferro.
     

Essa classificação foi depois substituída pela do inglês John Lubbock, que chamou de Paleolítico e de Neolítico o que, respectivamente, Thomsen denominara idade da Pedra Lascada e idade da Pedra Polida. Lubbock subdividiu, ainda, cada um dos períodos em fases inferior, média e superior.
Atualmente, as duas classificações em geral são combinadas. Entretanto, os estudos pré-históricos propriamente ditos tendem a considerar mais os dois primeiros períodos, Paleolítico e Neolítico, do que os períodos subsequentes.

Técnicas e utensílios

As duas classificações se baseiam nas técnicas ou nos utensílios inventados pelo homem nas épocas focalizadas. Assim, quando se fala em Paleolítico (ou idade da Pedra Lascada), têm-se em vista instrumentos rudimentares de pedra, de madeira ou de osso. E, ao falarmos em Neolítico (ou idade da Pedra Polida), referimo-nos a instrumentos feitos com os mesmos materiais, porém mais sofisticados e mais elaborados.
Em 1936, os estudos do cientista Vere Gordon Childe abriram novos caminhos para uma melhor com preensão da Pré-História. Ele propôs que esses períodos fossem considerados etapas da evolução do homem, que não se excluíam entre si, superando-se através de novas formas de produção.

Paleolítico: caçadores nômades

Aceitando a designação de Lubbock e as propostas de Childe, o período Paleolítico compreenderia os anos entre 4 milhões a.C. e 12000 a.C. Suas características são o nomadismo e a subsistência baseada na caça, mas também voltada para a pesca e a coleta de vegetais.
Durante a caçada, os animais eram forçados em direção a desfiladeiros sem saída ou rumo a abismos, quando então caíam em armadilhas feitas em covas, onde havia paus pontiagudos. Como camuflagem, o homem dispunha principalmente de disfarces com peles e chifres de animais.
Os instrumentos ou ferramentas usados cotidianamente eram de pedra, de madeira ou de osso, moldados a partir de golpes de um material mais resistente contra outro menos resistente. Essa técnica podia chegar a alguma sofisticação, com objetos tendo apenas uma de suas faces lascada ou afiada para tornarem-se mais adequados. São dessa época os "machados de mão", pedras trabalhadas para se tornarem cortantes, sem cabo.

Arte rupestre

Pouco se sabe sobre a quantidade populacional no Paleolítico, principalmente em virtude do nomadismo. Calcula-se, por exemplo, que em toda a área da atual Bélgica viviam apenas 400 pessoas. De acordo com sepulturas e esqueletos fossilizados nelas encontrados, imagina-se que a média de idade dos seres humanos no fim do período era de 26 anos.



No plano artístico, é comum associar-se a arte à religião durante o Paleolítico, embora haja teorias atribuindo ao aumento demográfico o surgimento de tempo ocioso, empregado em pintura e em escultura. De qualquer modo, a arte pré-histórica ou rupestre refletia as preocupações de subsistência, através de representações da caça e da fertilidade (da terra e da mulher).

Neolítico: a revolução da agricultura

Supõe-se-se que a humanidade tenha entrado num segundo estágio de sua evolução cultural entre 12000 a.C. e 6000 a.C., com a descoberta da agricultura, que passou a ser a principal fonte de subsistência. A agricultura levou ao sedentarismo e, simultaneamente, às primeiras tentativas de domesticação de animais (supõe-se que com cabras, porcos e carneiros, em regiões da Ásia).
Os utensílios multiplicaram-se. Já não se tratava de simples "machados de mão" ou clavas, mas sim de vasos, estatuetas, fusos, contas, pilões. Surgiu também uma das peculiaridades do Neolítico: a cerâmica, possivelmente criada a partir do revestimento de betume que se colocava no interior de cestas de fibra para torná-las impermeáveis e próprias para o transporte de líquido. A resistência do betume, permanecendo após o desgaste das fibras, explicaria a tese.

Advento da escrita

O sedentarismo teria permitido também o aumento populacional e o surgimento de organizações sociais mais complexas, inclusive ocorrendo uma divisão social do trabalho e uma especialização de funções. Estudiosos admitem a existência de um poder organizado, com autoridades temporais e/ou religiosas.
A etapa posterior é conhecida como Idade dos Metais, com o domínio de técnicas de manipulação do cobre e do bronze por parte do homem. É quando ocorre o surgimento de cidades, processo que Gordon Childe chama de Revolução Urbana. Por fim, veio o advento da escrita, que encerrou a Pré-história.

Pré-história: Entenda o conceito e veja quadro das eras geológica

Considera-se a Pré-história como o período que compreende a atividade humana desde suas origens até o surgimento da escrita. Emprega-se essa denominação desde o século XIX, pois, naquela época, acreditava-se que a história de qualquer sociedade só poderia ser documentada através da escrita.
Hoje, para os historiadores, outras fontes, como as imagens ou os relatos orais, são tão importantes quanto a escrita no processo de resgate da história de um povo ou uma sociedade. De qualquer maneira, para delimitar os períodos, o advento da escrita passou a marcar o início da história. Portanto, as sociedades que não dominavam essa técnica ficaram conhecidas como pré-históricas e aquelas que sabiam ler e escrever passaram a ser chamadas de sociedades históricas.
Convém lembrar, no entanto, que a escrita não surgiu a um só tempo em todo o mundo. Enquanto alguns povos do Oriente Médio, como sumérios e egípcios, chegaram à técnica da escrita há mais de 5 mil anos, muitos povos da Europa só o fizeram com a expansão do Império Romano, ocorrida a partir da metade do século I a.C.

Aborígenes e indígenas

Além disso, ainda hoje existem agrupamentos humanos que desconhecem a escrita: sua vida social organiza-se em moldes mais próximos daqueles do homem de Cro-magnon do que dos nossos. Esse é o caso dos aborígines que habitam o interior da Austrália e de alguns povos indígenas do Brasil. A ideia de uma Pré-história, nesse sentido, aplica-se melhor a um estágio das civilizações do que a uma determinada época.
  • Pré-história: O surgimento do ser humano e os períodos pré-históricos
Assim, entendemos melhor a Pré-história em seu aspecto social, ao pensarmos em agrupamentos humanos e não em sociedades complexas; em seu aspecto cultural, ao nos referirmos ao que o homem produziu para abandonar a barbárie e atingir a civilização; e em seu aspecto biológico, quando se estuda a evolução das variadas formas de vida animal e vegetal existentes antes de as espécies vivas adquirirem a conformação que possuem atualmente.

Os pesquisadores da Pré-história

Os estudos da era pré-histórica é interdisciplinar e requer o trabalho de muitos especialistas. Por meio de escavações e pesquisas, os arqueólogos estudam os vestígios materiais (pontas de flechas, esculturas, ferramentas) e a partir disso descobrem informações sobre a vida do homem na Pré-história.
Por sua vez, os geólogos contribuem com o estudo das formações do solo nos locais onde se realizam escavações. Procuram reconstituir o terreno, o clima e a paisagem onde viveu o homem do passado. São auxiliados pelo trabalho dos botânicos, que analisam os restos vegetais fossilizados (sementes, folhas, polens).
Já os antropólogos estudam os fósseis humanos, pesquisando o homem pré-histórico em seu aspecto físico para traçar a "história" de sua evolução, indicando suas etapas. No âmbito cultural, eles podem, por meio da observação de povos primitivos atuais, elaborar hipóteses, por analogia, sobre o modo de vida do homem do passado, contribuindo. Neste último sentido, talvez seja melhor falar em etnólogos, deixando o título de antropólogo àqueles que se dedicam aos fósseis ossos, à antropologia física.

Paleontólogos e bioquímicos

O estudo dos fósseis animais fica por conta dos paleontólogos, que podem reconstituir a fauna da época, além de determinar, por exemplo, o tipo de bicho que era caçado por certo agrupamento humano no lugar onde se desenvolve a pesquisa. Com seus conhecimentos de radioatividade, os físicos e os químicos utilizam tecnologia avançada para determinar a idade de um fóssil ou um objeto, descobrindo, assim, a qual período histórico ele pertence.
Finalmente, os bioquímicos e os biólogos analisam características genéticas dos seres humanos e de fósseis de diferentes localidades para encontrar explicações sobre como se processou a evolução da espécie humana. No quadro que segue, você poderá acompanhar a evolução da terra em tempos pré-históricos, levando em consideração especialmente o desenvolvimento dos seres vivos:
 Era Geológica Milhões de anos Acontecimento

Era Cenozoica (65 milhões a.C. até atualidade) 2,3
Aparecem os primeiros membros do gênero Homo.


4
Surgem os primeiros Australopithecus.


23
Aparecimento dos primeiros símios.


54 Primeiros mamíferos marinhos (baleias).


60 Primeiros primatas.


65 Evolução dos mamíferos


Era Mesozoica (250 milhões a.C. até 65 milhões a.C.) 65 Desaparecimento dos dinossauros.


140 Primeiros pássaros.


190 Primeiros mamíferos.


215 Aparecimento dos dinossauros.


250 Proliferam as coníferas e as samambaias.

Era Paleozoico (570 milhões a.C. até 250 milhões a.C.) 300 Surgem os primeiros répteis.


355 Formação das florestas tropicais.


360 Aparecimento dos anfíbios.


380 Primeiros insetos.


412 Primeiras plantas terrestres.


470 Surgimento dos peixes


500 Primeiros vertebrados.


570 Invertebrados proliferam nos mares (esponjas, moluscos, crustáceos).


Era Pré-Cambriana (4,6 bilhões a.C. até 570 milhões a.C.) 680

Primeiros animais (vermes e celenterados).



3.300 Início da vida (algas primitivas).


Fonte:Reg!s

https://educacao.uol.com.br/disciplinas/historia/pre-historia-1-entenda-o-conceito-e-veja-quadro-das-eras-geologicas.htm

1- QUESTÃO CENTRAL :

POR QUE DIZEMOS QUE SOMOS RESULTADO DE DIVERSOS PROCESSOS HISTORICOS E DAS EXPERIENCIAS VIVIDAS POR NOSSOS ANTEPASSADOS ?

Redação minimo 25 linhas



quinta-feira, 2 de fevereiro de 2017

TERCEIROS ANOS -ENSINO MEDIO / OITAVOS ANOS - TEXTO INICIAL - TAREFA

O Presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, assegurou esta quarta-feira que a construção de um muro na fronteira com o México vai começar "em meses" e que o planeamento do projeto será feito "de imediato".

"Assim que possamos, assim que possamos fazê-lo", afirmou Trump numa entrevista à estação ABC, quando questionado sobre a construção do muro ao longo da fronteira com o México, que tem uma extensão total de cerca de três mil quilômetros, uma das suas propostas mais polêmicas durante a campanha eleitoral para as presidenciais de novembro do ano passado.
"Diria que em meses, sim. Diria que em meses, o planeamento vai começar certamente de imediato", reforçou o chefe de Estado americano.
A proposta de Donald Trump visa travar a entrada de imigrantes ilegais no território americano.
Na mesma entrevista ao canal americano ABC, Trump, que tomou posse no passado dia 20 de janeiro, insistiu que "em última instância" o custo do muro será "reembolsado pelo México" e que o pagamento vai cobrir "100%" do custo do projeto de construção.

Resultado de imagem para projeto ,trump muro mexico


O Presidente dos Estados Unidos confirmou que o governo federal irá adiantar o dinheiro necessário para iniciar a construção, valor que será posteriormente reembolsado pelos "vizinhos" mexicanos.
Segundo cálculos realizados pela comunicação social norte-americana durante a época eleitoral, a ideia de Trump poderá custar cerca de 10 milhões de dólares (9,4 milhões de euros).
"Só digo que existirá um pagamento, que vai acontecer de alguma forma, talvez de uma forma complicada, o que estou a fazer é bom para os Estados Unidos, também vai ser bom para o México. Um México mais estável e mais sólido", prosseguiu o governante.
A 22 de outubro, durante a campanha eleitoral das presidenciais norte-americanas, Donald Trump avisou que as autoridades mexicanas iriam ressarcir os Estados Unidos pelos custos envolvidos na construção do muro fronteiriço, que pretende travar a entrada de imigrantes ilegais no território americano.
"Disse que o México pagaria o muro, no entendimento de que o país iria reembolsar os Estados Unidos pelo custo total desse muro", disse então o magnata do imobiliário.
Antes, Trump tinha afirmado que seria o México a pagar diretamente a construção do muro.Em agosto, em plena campanha eleitoral, o Presidente mexicano, Enrique Peña Nieto, convidou os dois candidatos presidenciais norte-americanos, Donald Trump e a democrata Hillary Clinton, a visitarem o país.
Trump aceitou o convite e, nessa altura, garantiu que não discutiu com Peña Nieto qualquer questão sobre quem iria pagar o quê.
"Não discutimos o pagamento do muro, isso fica para uma data mais à frente", garantiu então.Peña Nieto, por sua vez, escreveu na mesma altura no Twitter: "No início da conversa com Donald Trump, deixei claro que o México não vai pagar pelo muro".
Questionado pela ABC a propósito da recusa mexicana em pagar a fatura do muro, Trump respondeu que Peña Nieto não podia afirmar outra coisa.
"Ele tem de dizer isso, tem de dizer isso", referiu o multimilionário nova-iorquino.
Trump assinou hoje duas ordens executivas para aumentar a segurança nas fronteiras e reprimir os imigrantes que vivem ilegalmente no país.
As duas ordens executivas foram assinadas durante uma cerimónia no Departamento de Segurança Interna, depois de o general na reserva John Kelly ter sido confirmado sexta-feira pelo Senado como secretário da Segurança.
As ordens executivas determinam a construção de um muro entre a fronteira dos Estados Unidos e o México, uma das promessas eleitorais de Donald Trump, e retiram fundos federais às chamadas "cidades santuário", que não prendem ou detêm os imigrantes que vivem ilegalmente nos Estados Unidos, ou seja, protegem a deportação de indocumentados.
Chicago, Nova Iorque e Los Angeles são algumas das "cidades santuário".


Trump trava a entrada de refugiados e mulçumanos de sete países nos EUA


Donald Trump assinou um decreto presidencial que suspende por prazo indefinido a entrada de refugiados sírios nos EUA e impõe uma moratória de quatro meses à entrada de refugiados e viajantes de seis outros países muçulmanos. O objectivo, diz o Presidente dos Estados Unidos, é proteger o país de ataques terroristas.
PUB
“Estou a ordenar novas medidas de verificação para manter os terroristas radicais islâmicos fora dos EUA”, afirmou Trump, durante a assinatura do decreto no Pentágono, acompanhado pelo secretário de Defesa James Mattis. "Não os queremos aqui”, declarou.

 Com o título “Protecção da Nação de Terroristas Estrangeiros a entrar nos EUA”, o decreto começa a colocar em prática as promessas eleitorais de apertar as fronteiras, impedindo a entrada de parte dos refugiados que chegam aos EUA.

Ao mesmo tempo, afirmou que quer dar prioridade à entrada no país aos cristãos sírios que fogem da guerra. "Só queremos admitir a entrada daqueeles que apoiem o nosso país e amem profundamente o nosso povo", disse Trump.
Este decreto suspende a entrada de refugiados nos EUA durante 120 dias e dá esse prazo aos serviços responsáveis para criar medidas capazes de determinar "que aqueles que tiveram aprovação para entrar no país não representam um risco para a segurança e bem-estar dos Estados Unidos", escreve o New York Times, citando o texto do documento. Os departamentos de Estado, de Segurança Interna e o director dos Serviços de Informação Nacional ficam encarregues de redigir as novas regras.

Quanto aos refugiados sírios, estão impedidos de entrar no país por prazo indefinido, "até serem feitas alterações suficientes" ao programa de refugiados. Não foram avançados mais detalhes. E quando voltarem a poder entrar refugiados sírios, será dada prioridade aos que sofrerem perseguição religiosa ou pertençam minorias étnicas - como os yazidis ou os cristãos do Médio Oriente. De qualquer forma, será permitida a entrada de um número muito mais reduzido do que o fixado por Barack Obama, que abriu as portas a 86 mil refugiados do Médio Oriente até Outubro de 2016. O limite fixado para 2017 é de 50 mil pessoas. 




Embora nenhum país seja mencionado especificamente no decreto, diz a Reuters que é referido um determinado estatuto na concessão de vistos, que se aplica a sete países de maioria muçulmana: Iraque, Síria, Irã, Sudão, Líbia, Somália e Iémen. Fica suspensa durante 90 dias a concessão de vistos a qualquer cidadão destes países, lançando um manto de suspeição em geral sobre todos.
Na mesma cerimônia, Trump assinou um segundo decreto para estimular os gastos militares. Citado pela CNN, o presidente norte-americano quer “começar uma grande reconstrução das Forças Armadas dos EUA”.
A medida especifica que o secretário da Defesa deve começar a “desenvolver um plano para novos aviões, novos navios, novos recursos e novas ferramentas para os nossos homens e mulheres em uniforme”.

Fonte :https://www.publico.pt/2017/01/28/mundo/noticia/trump-assina-decreto-para-manter-terroristas-radicais-islamicos-fora-dos-eua-1759973 

 TAREFA



PAÍSES MUÇULMANOS EM DESTAQUE ( IMPEDIDOS )


  • IRÃ
  • SIRIA
  • SOMALIA
  • SUDÃO
  • IRAQUE
  • LIBIA
  • IEMEM       

ESCOLHER 02 PAISES E DESCREVER O SEGUINTE :


  1. LOCALIZAÇÃO CONTINENTAL ?
  2. EXTENSÃO TERRITORIAL ?
  3. CAPITAL?
  4. RELIGIÃO OFICIAL?
  5. REGIME POLITICO ? 
Entregar em folha separada com nome e série em 07/02 .

segunda-feira, 7 de novembro de 2016

PEQUENA CONTRIBUIÇAO SOBRE : A IMPORTÂNCIA DOS RIOS PARA AS PRIMEIRAS CIVILIZAÇÕES


                    A Importância dos Rios para as Primeiras Civilizações


                                                           INTRODUÇÃO


            Para entendermos como surgiram as primeiras grandes civilizações da humanidade, precisamos compreender como nasceram as primeiras cidades. Também sendo importante entender a importância que os rios tiveram neste processo. Neste breve estudo, analisaremos em especial a formação das cidades formadas às margens dos rios Nilo (Egito), Jordão (Israel/Palestina), Tigre e Eufrates (Mesopotâmia, atual Iraque e Kuwait), ou seja, estudaremos somente a região do Crescente Fértil. Não ignorando a existência de outras civilizações nascidas às margens de outros importantes rios, tais como os Indo e Ganges (Índia) e Amarelo e Azul (China) e tantos outros casos. Estas civilizações serão analisadas em trabalhos futuros. Neste momento, a pesquisa ocorrerá somente em torno do surgimento dos Estados da região do Crescente Fértil.



                                    A SEDENTARIZAÇÃO DO HOMEM

             Para começar, é importante entendermos que o surgimento das primeiras cidades do Crescente Fértil não ocorreram de forma homogênea*, na verdade, em cada região as cidades nasceram dentro de características próprias.

             Enquanto nômades, os seres humanos dividiam-se em caçadores (homens) e coletores (mulheres). O desenvolvimento da agricultura forçou a sedentarização dos homens, que passaram a habitar uma região fixa. (fotos: Sebastião Salgado)




                 Entretanto, devemos levar em consideração que praticamente todas elas surgiram como uma evolução natural das aldeias tribais que haviam nestas regiões. Aldeias, aliás, que se formaram a partir da sedentarização* do homem. Outro fator de aproximação dos homens aos rios, foram os fatores geográficos, já que boa parte do entorno do Crescente Fértil é formado por desertos


                       Porém, o rio sozinho não foi o responsável pela sedentarização dos seres humanos. Este processo ocorreu como consequência direta da necessidade de alimentar toda a população tribal. Por isso, desde muito cedo, os homens procuraram habitar em regiões próximas aos rios, pois nestas regiões existia abundância* de água potável para os membros da tribo e para os seus animais.

                       Até o período Neolítico (aproximadamente 5000 a.C.), os seres humanos viviam de forma nômade*, ou seja, mudavam constantemente o lugar de habitação. Não vivendo em uma terra fixa, os homens aproveitavam uma região até que esta estivesse com os recursos naturais esgotados, então se mudavam para outra área. Para que se tornassem sedentários, foi essencial o desenvolvimento da agricultura, que, por sua vez, exigia terras férteis, e estas eram proporcionadas pelos rios.

                                                   A FORMAÇÃO DO ESTADO


                     Com o domínio da agricultura, o homem buscou se fixar próximo às margens dos rios, onde teria acesso à água potável e à terras mais férteis. Com isso, a produção de alimentos, que antes era destinada ao consumo imediato, tornou-se muito grande, o que levou os homens a estocarem alimentos. Consequentemente a população começou a aumentar, pois havia alimentos para todos. Assim, começaram a surgir as primeiras vilas ou aldeias e, depois, as cidades. A vida dos homens começava a deixar de ser simples para se tornar complexa. Tornando-se necessária a organização da sociedade que surgia.
                       
                   As primeiras cidades foram formadas nas regiões da Mesopotâmia e do Egito, locais onde os homens passaram a se organizar em sociedade. Nestas cidades surgiu o comércio, que no início era feito somente com os excedentes* da produção, mas com o tempo se passou a plantar visando a venda e/ou a troca. 9 Os verdes pastos também favorecem a pecuária. e/ou a troca. Nas recém constituídas cidades, os homens passaram a ser classificados de acordo com a função que exerciam (sacerdotes, ferreiros, agricultores, guerreiros, comerciantes, pescadores, professores, escribas, etc.). As diferentes funções criaram diferenças sociais, afinal, uns tinham mais recursos do que os outros. A divisão do trabalho tornou necessária a organização do Estado* e a criação de leis.

                                                O EGITO E O RIO NILO

                 O Egito Antigo surgiu e se desenvolveu no entorno do rio Nilo. Conforme afirmou o historiador grego Heródoto “O Egito é uma dádiva do Nilo”. Com isso, não é incorreto afirmar que o Egito Antigo existia graças ao Nilo. 10 Fotos aéreas do rio Nilo. Como nesta região a terra era bastante fértil, as comunidades locais logo se tornaram sedentárias, desenvolvendo a agricultura. O desenvolvimento da agricultura foi essencial para que as tribos que habitavam a região passassem a se organizar de forma mais complexa. Afinal, agora era necessário contabilizar a produção agrícola que era produzida de forma coletiva.        

      


                      Na ilustração  acima. observe que a faixa de terra fértil (verde) cobre apenas o contorno do rio Nilo, o restante é formado pelo deserto. Na foz do rio (topo na imagem) está o Delta do Nilo, uma região pantanosa, mas muito fértil



                                  A MESOPOTÂMIA E OS RIOS TIGRE E EUFRATES


 Mesopotâmia vem do grego e quer dizer “entre rios” (meso = meio, entre. Já potamus = rio. Potamus deu origem ao termo que designa a água que é boa para beber, ou seja, potável). “Entre Rios” faz referência ao fato da região ficar entre os rios Tigre e Eufrates.


                     A localização privilegiada proporcionou à Mesopotâmia um solo muito fértil, responsável por duas colheitas anuais. A fertilidade do solo permitiu o desenvolvimento da agricultura e da pecuária na região. Porém essa abundância ocasionou numa série de disputas pelo controle das terras beira rio.

                    Na Mesopotâmia, a formação das primeiras cidades foi muito parecida com a do Egito, mas com uma diferença muito importante, isto é, na região não existiu apenas um Estado centralizado, mas vários reinos que disputavam o controle d a área. Destes reinos destacaram-se, em ordem cronológica, sumérios, acádios, babilônicos, assírios e caldeus.

                    A riqueza natural da Mesopotâmia possibilitou o nascimento de uma próspera sociedade agrícola. A cidade da Babilônia (imagens acima) demonstra toda essa riqueza. Por sinal, a prosperidade e a riqueza que atraíram a cobiça de Ciro, rei da Pérsia, que conquistou a cidade e toda a região em 550 a.C., pondo fim na independência política mesopotâmica.

                 

                                              A PALESTINA E O RIO JORDÃO

                   A fertilidade das terras do entorno do rio Jordão (e seus afluentes) criou o ambiente para que se formasse, na região, uma série de aldeias de povos pastores (em sua maioria de origem semita), que logo desenvolveram a agricultura.

                  O desenvolvimento da agricultura na região, tornou a Palestina alvo de disputas por seu controle. Foram vários os Estados formados na região atual da localização do rio Jordão e seus afluentes. Até hoje o Jordão é alvo de disputas pelo controle da água.  Dos reinos nascidos no entorno do Jordão se destacaram Israel, Judá, Fenícia, Filisteia e Síria. Mas a região também sofreu com as invasões estrangeiras. Egito, Assíria e Babilônia conquistaram e controlaram a região por breves períodos de tempo

       


                                                             CONCLUSÃO

                   
                Como vimos anteriormente, o acesso à água potável foi essencial na formação das primeiras aldeias e, conseqüentemente, nas primeiras cidades. A proximidade dos rios permitiu o desenvolvimento e o aprimoramento da agricultura que, por sua vez, possibilitou um aumento considerável da produção de alimentos. O aumento da oferta de comida, permitiu um crescimento vertiginoso da população. Devido a isso, o excedente de alimentos passou a ser comercializado com outros povos. Nascia assim a figura do Estado e a conseqüente divisão do trabalho. Com isso, as primeiras civilizações criaram diferenças entre a população, se no período nômade todos eram iguais e tinham direito igual à comida, agora era diferente, pois a divisão do trabalho criou diferenças entre as novas classes sociais. Assim, a organização do Estado criou uma elite que não precisava trabalhar para sobreviver, pois vivia da exploração do trabalho alheio. Por tudo isso, o surgimento do Estado na Antigüidade criou as bases da sociedade como conhecemos hoje.

GLOSSÁRIO 

Homogêneo: Que tem a mesma natureza, ou é do mesmo gênero que outro objeto; idêntico no seu todo. 
* Sedentário: Que tem residência ou habitat fixos. * Abundância: Fartura, grande quantidade. 
* Nômade: Diz-se das tribos humanas que não têm sede fixa e vagueiam errantes por diversas regiões. 
* Excedente: Que excede ou sobeja. 
* Estado: Nação politicamente organizada por leis próprias; Terras ou países sujeitos à mesma autoridade ou jurisdição; Conjunto de poderes políticos de uma nação; Divisão territorial de certos países, como o Brasil, os Estados Unidos.