quinta-feira, 6 de setembro de 2018

TEXTO E QUESTÕES PARA O 2º ANO SOCIOLOGIA




          A INDUSTRIA CULTURAL

A cultura de massa associa-se ao processo de desenvolvimento tecnológico que caracterizou a industrialização e, em especial, à criação de meios de comunicação de massa, veículos de difusão de “modas” de consumo padronizado. Assim, a cultura de massa é produto de uma “indústria cultural”.
O conceito de indústria cultural foi elaborado primeiramente na obra Dialética do esclarecimento (1947), de Theodor Adorno (1903-1969) e de Max Horkheimer (1895-1973), integrantes do Instituto de Pesquisa Social que ficou conhecido internacionalmente como Escola de Frankfurt.
Para esses autores, a indústria cultural era prejudicial tanto para a cultura erudita quanto para a popular, pois retirava o rigor da primeira e a espontaneidade da segunda, sem falar na proliferação da alienação cultural ou na perda dos referenciais históricos e sociais de ambas as formas de cultura.

Como funciona a indústria cultural

Primeiramente, há uma produção em larga escala de produtos para consumo em massa. Estes são veiculados pelos meios de comunicação de massa que propagandeiam modismos inerentes aos produtos “culturais” da indústria.
Na maioria das vezes, esses meios de comunicação são os mesmos “produtores industriais de cultura”. Após a assimilação das referências “culturais” propagadas, o consumo é realizado em massa, gerando lucros astronômicos para seus produtores.
A imagem abaixo exemplifica como funciona a chamada indústria cultural.
Como funciona a indústria cultural.

Outro olhar para a indústria cultural

Apesar do viés crítico em relação à indústria cultural empreendido pela Escola de Frankfurt, não foram todos os estudiosos que assinalaram o caráter empobrecedor da indústria cultural. Por exemplo, o pensador Marshall McLuhan (1911-1980), estudioso dos meios de comunicação e da relação destes com as sociedades humanas, via o avanço da indústria cultural como algo interessante e de caráter positivo.
Para este intelectual, a disseminação de uma cultura de massa atrelada à indústria cultural, em especial por meio da televisão, reduziria as distâncias entre os diversos povos do planeta, favorecendo a constituição de uma espécie de “aldeia global”.
Outro autor que também criticou a visão pessimista acerca da cultura de massa foi o italiano Umberto Eco, em sua obra intitulada Apocalíticos e integrados, publicada em 1964. Para Eco, a indústria cultural pode estabelecer uma padronização de consumo, mas não consegue impedir que a assimilação dos produtos culturais seja diferente, pois isso depende não da indústria, mas daqueles que a absorvem em conformidade com sua percepção de mundo.

Importância da teoria crítica de Frankfurt para o estudo da indústria cultural

Embora exista uma visão diferente sobre a indústria cultural, a contribuição da Escola de Frankfurt sobre o assunto ainda tem importância e seu conteúdo crítico tem mais validade. É impossível tratar do assunto sem compreender a correspondência entre capitalismo, tecnologia e consumo cultural em massa. É também relevante o tratamento dado pelos frankfurtianos ao ato de alienar e de ideologizar, inerente à indústria cultural.
Importância da indústria cultural.
A imagem remete não apenas à questão da padronização do consumo, mas também ao poder infinitamente maior dos meios de comunicação de massa em exercer o controle sobre seus receptores. Esta afirmação refere-se à ideia desenvolvida pela Escola de Frankfurt de que tais meios são responsáveis pela ideologização e manutenção do controle social. A indústria cultural seria mais um exemplo de tal poder da mídia.

Meios de comunicação de massa, indústria cultural e mudança social

Apesar desse teor crítico direcionado à indústria cultural, os meios de comunicação que a promovem são também produtores culturais – e não podem ser desprezados em qualquer processo de mudança social, afinal são veículos poderosos, com abrangência de público de massa.
Esta capacidade comunicativa, a depender de seu uso, pode ser fonte de mobilização em prol de causas pensadas justas pela sociedade civil organizada. Por isso, alguns autores defendem que a democratização de tais meios (rádio e TV, em especial) deve ser uma diretriz das ações governamentais. Tal democratização torna aptos os cidadãos comuns a produzirem conteúdos culturais em massa, alterando, de certa maneira, a lógica capitalista que preside a indústria cultural.
Os meios de comunicação de massa e da indústria cultural são importantes para qualquer mudança significativa na sociedade, mas há uma limitação intrínseca a esse modelo, que estaria no seu caráter eminentemente capitalista, assinala o estudioso Teixeira Coelho.
Bibliografia:
  • MARCUSE, Hebert. A ideologia da sociedade industrial. Rio de Janeiro: Zahar, 1973.
  • ADORNO, Theodor W.; HORKHEIMER, Max. Dialética do esclarecimento: fragmentos filosóficos. Rio de Janeiro: Zahar, s/d.
  • COELHO, Teixeira. O que é indústria cultural. São Paulo: Brasiliense, 1993.

Org. Rég!s
Fonte : https://www.coladaweb.com/cultura/industria-cultural



QUESTÕES  - TRABALHO DE INTERAÇÃO  -  ON LINE 


1-  (UEL PR/2009)  Leia os Textos  V e VI.

Texto V
Eis aqui, portanto, o princípio de quando se decidiu fazer o homem, e quando se buscou o que devia entrar na carne do homem.Havia alimentos de todos os tipos. Os animais ensinaram o caminho. E moendo então as espigas amarelas e as espigas brancas, Ixmucaná fez nove bebidas, e destas provieram a força do homem. Isto fizeram os progenitores, Tepeu e Gucumatz, assim chamados.A seguir decidiram sobre a criação e formação de nossa primeira mãe e pai. De milho amarelo e de milho branco foi feita sua carne; de massa de milho foram feitos seus braços e as pernas do homem. Unicamente massa de milho entrou na carne de nossos pais.
(Adaptado: SUESS, P. Popol Vuh: Mito dos Quiché da Guatemalasobre sua origem do milho e a criação do mundo. In: A conquista espiritual da América Espanhola: 200 documentos – Século XVI. Petrópolis:Vozes, 1992, p. 32-33.)
Texto VI
“Se você é o que você come, e consome comida industrializada, você é milho”, escreveu Michael Pollan no livro O Dilema do Onívoro, lançado este ano no Brasil. Ele estima que 25% da comida industrializada nos EUA contenha milho de alguma forma: do refrigerante, passando pelo Ketchup, até as batatas fritas de uma importante cadeia de fast food – isso se não contarmos vacas e galinhas que são alimentadas quase exclusivamente com o grão.O milho foi escolhido como bola da vez devido ao seu baixo preço de mercado e também porque os EUA produzem mais da metade do milho distribuído no mundo.
(Adaptado: BURGOS, P. Show do milhão: milho na comida agora vira combustível. Super Interessante. Edição 247, 15 dez. 2007, p. 33.)
De acordo com a crítica à “indústria cultural”, na sociedade capitalista avançada, a produção e a reprodução da cultura se realizam sob a égide da padronização e da racionalidade técnica.

No contexto dessa crítica, considerando o fast food como produto cultural, é correto afirmar:

a)      O consumo dos produtos da indústria do fast food e a satisfação dos novos hábitos alimentares contribuem com a emancipação humana.
b)      A racionalidade técnica e a padronização dos valores alimentares permitem ampliar as condições de liberdade e de autonomia dos cidadãos.
c)       A padronização dos hábitos e valores alimentares obedece aos ditames da lógica material da sociedade industrializada.
d)       A homogeneização dos hábitos alimentares reflete a inserção crítica dos indivíduos na cultura de massa.

e)   A massificação dos produtos alimentares sob os ditames do mercado corresponde à efetiva democratização da sociedade.

JUSTIFICAR____________________________________________________________________________________________________________________________________________________

2-   (UEM PR/2013) “As ideias de ordem que ela [indústria cultural] inculca são sempre as do status quo. Elas são aceitas sem objeção, sem análise, renunciando à dialética, mesmo quando não pertencem substancialmente a nenhum daqueles que estão sob sua influência. O imperativo categórico da indústria cultural, diversamente do de Kant, nada tem em comum com a liberdade.”
(ADORNO, T. W. A indústria cultural. In: COSTA, C. Sociologia – Introdução à ciência da sociedade. 4ª. ed. São Paulo: Moderna, 2010, p. 349)
Sobre a indústria cultural e o excerto citado, assinale o que for correto.

a) O resultado da indústria cultural é emancipador, pois coloca em evidência, por meio da razão esclarecida, as estruturas de dominação e alienação da sociedade.

 b)  A indústria cultural reflete a manipulação da imagem proveniente da técnica. Ao identificar ser e aparência, o recurso à imagem revolucionou a cultura no fim do século XX.

c) O alvo das críticas de Adorno à indústria cultural é a sociedade unidimensional, em que a imaginação, os desejos e os projetos subjetivos não são críticos, mas unívocos.

d) Ao reagir contra o domínio dos meios de comunicação de massa, Adorno põe em questão o mecanismo de produção e divulgação da informação, que é responsável, em larga medida, pela manipulação do campo simbólico.

e)São decorrentes da indústria cultural a padronização do gosto popular, a estratificação de culturas dominantes sobre culturas não dominantes e a produção de uma sociedade de consumo.

JUSTIFICAR____________________________________________________________________________________________________________________________________________________

3-   
(UEPG PR/2013) O conceito de comunicação de massa se tornou conhecido no século XX e está ligado à expansão e popularização dos grandes veículos de comunicação como os jornais, as emissoras de rádio e de TV e o cinema. A respeito desse tema, assinale o que for correto.

 a) Os meios de comunicação de massa se preocupam sempre com um segmento social: aquele que verdadeiramente detém maior poder aquisitivo. As camadas populares não são atingidas por esses veículos de comunicação.

b) Líderes políticos vinculados a regimes autoritários, como Hitler e Mussolini, controlaram e utilizaram fartamente os meios de comunicação para estabelecer contato direto com as massas.

c)Comunicação de massa e indústria cultural são elementos que se complementam. Essa indústria se utiliza dos meios de comunicação de massa para difundir valores e estimular comportamentos coletivos.

d) Uma das principais características dos meios de comunicação de massa, desde a sua origem, foi o estabelecimento de um diálogo entre emissores e receptores, o que chama-se atualmente de interatividade. 

e) A informação, a educação e o entretenimento são funções que podem ser exercidas pelos meios de comunicação de massa.

JUSTIFICAR____________________________________________________________________________________________________________________________________________________


OS ALUNOS DEVERÃO PARTICIPAR DESTA ATIVIDADE ATRAVÉS DOS COMENTARIOS SEGUINDO O EXEMPLO ABAIXO :

ALUNO :  Rég!s        Série  : 2º Ano G   : EE Benevenuto Torres 

1A -  Justificativa  : Porque o céu é azul , e quando esta verde pende para o amarelo , no entanto pode se notar que quando é roxo , fica verde .

2 C-  Justificativa  : Porque o céu é azul , e quando esta verde pende para o amarelo , no entanto pode se notar que quando é roxo , fica verde .

3A -  Justificativa  : Porque o céu é azul , e quando esta verde pende para o amarelo , no entanto pode se notar que quando é roxo , fica verde .

4B -  Justificativa  : Porque o céu é azul , e quando esta verde pende para o amarelo , no entanto pode se notar que quando é roxo , fica verde .

5D -  Justificativa  : Porque o céu é azul , e quando esta verde pende para o amarelo , no entanto pode se notar que quando é roxo , fica verde .














quinta-feira, 30 de agosto de 2018

TEXTO - SOCIALIZAÇÃO 1° ANO E.M.

   
           VISITE TRABALHOS FEITOS POR ALUNOS :   



            Pensando o Individuo , temos que  esse carrega um grande conhecimento sobre normas, gestos, palavras, maneiras de pensar, conversar e interagir com as outras pessoas. Esse conhecimento nós usamos, atualizamos, ensinamos e apreendemos novamente, sempre em um processo de troca com as outras pessoas em inúmeras situações da vida cotidiana. As instituições são uma parte significativa deste processo de socialização;onde esta abaixo destacado : a religião, a escola e a família.
Família
           Alguém conhece aquele ditado que diz “a caridade bem entendida começa por casa”? É um provérbio interessante que tenta nos ensinar que a nossa família é o mais importante. Mas também assinala um aspecto significativo: que a família é a nossa primeira escola de vida. Por quê? Porque é com ela que aprendemos a nos relacionar uns com os outros. Também aprendemos um aspecto muito importante para o futuro na sociedade: os papéis que cada um de nós vai ter em diversas situações.
           Vamos pensar como aprendemos esses papéis. Uma das brincadeiras que as crianças mais gostam é de mamãe e papai. É normal que compremos de presente para uma criança um brinquedo de bebê, ou para cozinhar, ou para trabalhar de algum ofício (como carpinteiro), ou comprar um caminhão de bombeiros, ou uma fantasia de policial. Desta maneira, as crianças, por meio das brincadeiras, vão aprendendo diferentes papéis e ocupações que as pessoas têm na vida adulta e até de maneira simultânea. Por exemplo, uma mulher é mulher, é mãe, é profissional, trabalha fora ou é dona de casa, mas ao mesmo tempo também é filha, pode ser avó e várias “coisas” mais. Uma criança pequena também brinca de várias coisas, um dia de cabeleireira, outro dia de mamãe, outro dia de pintora e assim por diante. Ao mesmo tempo aprende a ser filha e respeitar o pai e a mãe. Com certeza também é neta, aprendendo que deve ter respeito pelos avós, já que se trata de pessoas mais velhas que ela.
Dica 1 – Relembre tudo sobre Indivíduo, Sociedade e Socialização nesta aula preparatória para Sociologia  https://blogdoenem.com.br/individuo-sociedade-socializacao-sociologia-enem/
           Para vários de nós já aconteceu que os nossos pais disseram “não brinque com a bola dentro de casa”, nós não obedecemos e acabamos quebrando algum vidro ou uma janela como consequência. Ali os pais precisam se impor e aplicar uma punição, por exemplo, não nos deixar assistir televisão, não comer docinhos ou proibir alguma coisa que gostamos de fazer. É difícil para eles, às vezes, aplicar essa punição, porque eles não querem que os filhos fiquem tristes, mas nós precisamos entender que as nossas ações têm consequências é que somos responsáveis por elas.
           Um dos melhores aprendizados de nossa vida é com os irmãos. Eles são os nossos melhores amigos e ao mesmo tempo colegas de travessuras, às vezes aliados e outras vezes ferozes inimigos. Os irmãos nós ensinam que as outras pessoas são iguais a nós, que ninguém tem privilégio, a compartilhar as coisas e respeitar a vez de cada um. Pedir emprestado um brinquedo ao nosso (a) irmão (ã) nos ensina a respeitar a propriedade de outra pessoa, pois não podemos quebrar o brinquedo já que não nos pertence. São coisas muito sutis, mas que, ao longo da nossa infância, vão ensinando-nos que há outras pessoas no mundo, as quais temos que respeitar. Ensina-nos também que existem determinadas maneiras de nos relacionar com cada pessoa, pois uma relação entre irmãos não é igual a uma relação com os pais, nem com os avós. O fundamental é que todas essas relações, ainda com suas variações, estão baseadas no respeito.
           Vários autores importantes têm trabalhado sobre as funções e importância da família, assim como a maneira pela qual contribui a constituir ideias, valores e relações que as pessoas vão desenvolver ao longo da vida. Um conceito muito interessante foi proposto pelos autores Berger e Luckmann, que denominaram esse conjunto de experiências que a nossa família nos transmite como socialização primária. Inspirados no sociólogo e filósofo Alfred Schutz (1899 – 1959), os autores citados tentaram compreender as maneiras nas quais a família, como instituição (ou seja, como relação social duradoura e geradora de códigos, normas e valores), contribuía a constituir ao ser humano e a dotá-lo do conhecimento necessário para o resto da vida.
                                                     Da família para a escola
        Na aula passada trabalhamos um pouco com a função da escola, tanto no processo de socialização como na sua inter-relação com as diversas partes da vida de uma criança. A escola vai ser a nossa segunda instância de socialização já que ela nos recebe desde muito pequenos. Na hora de entrar na escola aprendemos também várias maneiras de nos relacionar, desta vez com pessoas que não são parte da nossa família. É uma instância difícil para muitas crianças, já que ficam longe dos pais e passam um tempo considerável sem eles. Mas encontram e conhecem muitos amigos e os professores, que também vão ser muito importantes na educação deles.
     Na escola vamos assimilando progressivamente conteúdos temáticos e curriculares específicos, aprendemos matemática, língua, história, ciências, artes, etc. Mas também é importante que uma criança tenha tempo e espaço para brincar, para interagir com outros. Assim o trabalho em equipe, os esportes, atividades de final de ano, são várias maneiras pelas quais elas vão aprendendo a trabalhar com outros e a respeitar outras opiniões. É normal que no caso de crianças que são filhos únicos a escola seja o momento de conhecer “irmãozinhos”, outros iguais que têm os mesmos direitos, mas outros desejos e outras maneiras de falar e se comportar.
            Um dos aprendizados mais importantes na escola é conhecer diferentes tipos de autoridades, como nossos (as) professores (as), diretores (as), pessoal que trabalha na limpeza, funcionários, etc. Também encontramos edifícios, mesas, cadeiras e coisas que não são da nossa propriedade, mas que não são de ninguém, elas são públicas, de todos, e por isso devemos respeitá-los e mantê-los limpos e em boas condições. As crianças também aprendem que existem várias maneiras de serem avaliadas no espaço da escola, não se trata somente do conhecimento das áreas mencionadas, senão também a conduta e o respeito às normas. Esperar na fila do banheiro, responder apropriadamente ao professor, se responsabilizar por uma tarefa que não foi feita, enfrentar as consequências dessa falta de responsabilidade e responder também frente aos pais e assim por diante.
                                       Religião
         É possível comparar a nossa religião com a escola e a família? As pessoas aprendem as mesmas coisas na Igreja, por exemplo, que em casa todos os dias? O que acontece então com as pessoas que são de diferentes religiões? É possível nos entendermos com essas pessoas de outras religiões? Eis aqui muitas perguntas de difíceis respostas, que vamos tentar utilizar como um caminho para refletir sobre a importância da religião nas relações entre as pessoas.
        Acreditamos importante começar dizendo que o fato de viver em uma sociedade plural, ou seja, com diferentes religiões, etnias, raças, crenças, identidades, requer de nossa parte uma atitude de respeito e compreensão que, embora não seja simples, é necessária e tem se convertido no principal desafio das sociedades modernas. As crescentes migrações e fluxos de pessoas por motivos econômicos, políticos, sociais e culturais têm provocado um conjunto de inconvenientes e desafios às autoridades políticas das sociedades atuais, como bem explicam autores como Appadurai, Arato e Cohen, Castles e Miller, entre outros. Isso aqui é de suma importância, já que é preciso encontrar uma maneira para que nós consigamos viver juntos de maneira harmoniosa, respeitando as crenças e costumes de todas as pessoas.
      Vamos trabalhar um pouco melhor isto com um exemplo. Em países como França e Espanha as problemáticas surgidas pelas religiões diferentes não são somente de um nível pessoal, ou seja, desentendimentos entre pessoas. Elas têm virado problemas de Estado, no sentido de que às vezes é preciso que as máximas autoridades tomem uma decisão sobre determinadas liberdades, usos e costumes. Sendo assim, nos países citados existem algumas proibições. Um caso desses são as mulheres de religião islâmica, que costumam utilizar um velo que cobre grande parte do rosto e do cabelo, para andar pela rua e nos espaços públicos, chamado burca.
image001.jpg
Domingo, 10 de julho de 2011. Jornal El País. Espanha.
Disponível em: . Acessado em: 27/05/2012
            Este tipo de práticas, entre outras, tem gerado uma controvérsia muito grande, no que refere à liberdade das pessoas, das imposições das religiões e daquilo que o Estado pode “deixar acontecer” no espaço público da sua população. Alguns setores da população acreditam que é uma evidência de falta de liberdade das mulheres dessa religião e, ao mesmo tempo, uma maneira de promulgar a religião em espaços públicos que o Estado tem declarado como laicos. Assim, no caso da França e Espanha acabou sendo proibido por lei o uso em espaços públicos da burca, apesar da insistência de homens e mulheres islâmicos, em um esforço de salientar a convivência igualitária entre todas as pessoas.
          Por outro lado, é importante mencionar que a análise sociológica da religião, do seu conteúdo ideológico e da sua influência positiva ou negativa está longe de ser simples. Enquanto alguns autores, como o mesmo Karl Marx (1818 – 1883) ou seguidores do seu pensamento como Lois Althusser (1918-1990), têm considerado a religião (e até a escola) como mecanismos de dominação de alguns grupos sociais por parte de outros mais poderosos. Outros autores, como Thomas Marshall (1893 – 1981), têm reconhecido que, por exemplo, a religião católica tem sido uma origem muito importante da igualdade dos direitos que hoje todos nós temos, já que ela foi a que reconheceu que todo mundo é igual frente aos olhos de Deus.
                                  Interações complexas
             Este último exemplo nos conduz a uma discussão interessante em relação às funções de cada uma das instituições que temos comentado família – escola – religião. Mas também das possíveis contradições que entre elas aparecem, já que elas são parte fundamental da conformação do indivíduo como pessoa, capaz de interagir em qualquer situação cotidiana. Podemos nos perguntar o que acontece com uma pessoa que na sua casa aprendeu e praticou sempre a religião islâmica. Ela acredita que determinadas práticas e ações lhe dão honra e a fazem uma pessoa melhor, e na hora que chega à escola as autoridades lhe negam o exercício da religião. Ela tem direito a reclamar e exigir que lhe permitam praticar a sua religião em espaços públicos? Esse tipo de ações e práticas corresponde somente ao espaço privado da família e do lar? Como podemos decidir quem está certo quando algumas práticas religiosas ou culturais de uma pessoa insultam ou denigrem a outra? O espaço público deve ser neutro, ou seja, sem inclinação nenhuma?
                Todos esses interrogantes são complexos e dificilmente encontramos uma resposta que consiga dar conta de todas as opiniões, especialmente porque possivelmente não exista só uma posição certa. O fenômeno de coexistência (e a necessidade de convivência) de pessoas de diversas religiões, etnias, identidades, etc. tem se convertido em uma característica central das sociedades de caráter multicultural, em que a mistura cultural e as diversas exigências de direitos privados e públicos fazem parte da agenda das autoridades de quase todos os países.
        Dentro da sociologia estes problemas tentam ser pesquisados e analisados desde diferentes perspectivas, procurando levar em conta todos os interesses e sujeitos que fazem parte de situações cada vez mais comuns e regulares. A principal tensão provém do fato de que a família é um espaço privado, doméstico, em que os direitos das pessoas garantem que possam realizar as práticas que as pessoas escolham na medida em que respeitem os direitos humanos. O caso da escola e da religião resulta mais complexo já que compromete espaços públicos, em que muitas pessoas com diversas crenças, religiões, identidades entram em contato, e é preciso definir e encontrar maneiras de conviver pacificamente, sem faltar com o respeito a ninguém.
                No Jornal El Pais, da Espanha, foi publicada uma matéria titulada “Sem “burka” não quero viver”. Foi uma reportagem feita sobre uma menina de religião islâmica que mora na Espanha, chamada Melilla, de quinze anos, que parou de ir ao colégio. O motivo foi que nele não era permitido usar a burca, um pedaço de tecido que cobre o rosto, característico das mulheres de religião islâmica. Melilla escolheu continuar utilizando a burca nos espaços públicos, embora isso exija parar de estudar. Vejamos um trecho da reportagem, o que foi dito pelo diretor do Colégio:
           “Nós comunicamos à mãe da criança que ela não pode vir no Colégio com a burca. Insistimos na importância das aulas para a formação dela. Ela tentou negociar conosco. Ao final Melilla regressou ao colégio sem a burca, mas usando-a em alguns momentos do dia. Nós dissemos para ela que tirasse a burca, e ela obedeceu.
                 Depois do recreio, Melilla veio conversar comigo, perguntando se ela podia continuar no colégio tirando e botando a burca por alguns momentos. Eu pedi para ela que não viesse ao colégio usando a burca, toda coberta, nem que tentasse convencer outras meninas a fazer a mesma coisa (informação que já tínhamos). “Ela não voltou ao colégio depois disso”.
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Foto de Melilla na sua casa, usando a burca, quando foi feita a reportagem. Jornal El Pais.
Disponível em: . Acessado em: 30/05/2012.


Questão 1
A decisão do diretor do colégio de pedir para Melilla que não usasse a burca é problemática. Ele oferece algumas razões pelas quais o colégio não aceitou que ela usasse o velo sobre o rosto para assistir as aulas todos os dias. Lembrando as informações que foram trabalhadas sobre alguns países e suas políticas em relação às práticas religiosas, podemos afirmar que:
a) É responsabilidade do colégio como instituição pública oferecer um espaço neutro, sem privilegiar acessório que manifeste uma identificação religiosa.
b) No caso do colégio da reportagem poderiam ser permitidos alguns acessórios religiosos e outros não, já que as autoridades da instituição podem escolher que tipo de religião salientar e qual não.
c) Melilla pode reclamar ao colégio para aceitar o uso da burca já que é a sua religião e, como instituição pública, eles devem respeitar o seu direito.
d) Para ser permitido o uso da burca nos espaços públicos como um colégio seria necessário uma lei do Estado para permitir a identificação religiosa de cada indivíduo.

JUSTIFICATIVA :____________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________


Questão 2
Em relação à aprendizagem que Melilla teve na sua casa, podemos entender que a família dela pratica a religião islâmica e que os filhos vão aprendendo dos pais os usos e costumes da religião. Mas também sabemos que a família de Melilla faz parte de uma comunidade, de uma sociedade de maior escala. Em relação ao convívio de diversas religiões em uma sociedade podemos dizer que:
a) Para evitar problemas e conflitos entre as pessoas, o Estado deveria escolher, reconhecer e promover uma religião só, para que todas as pessoas a praticassem.
b) Cada família pode praticar a religião escolhida dentro da esfera da sua vida privada, ou seja, reconhecer que existem algumas práticas e costumes que devem ser diminuídos ou evitados em espaços públicos se as leis da sociedade assim o estabelecem.
c) O Estado não deveria intervir nas escolhas das pessoas, tanto se as ações e costumes são realizados em espaço privado como em espaço público, sem importar se acabam sendo gerados conflitos entre as pessoas e os grupos.
d) Considerando que os conflitos religiosos, étnicos e de identidade são produto exclusivamente dos movimentos migratórios das últimas décadas, os Estados, utilizando o seu poder, deveriam simplesmente deixar entrar no país aquelas pessoas que têm a mesma religião da maior parte da sua população


.JUSTIFICATIVA :____________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________




Questão 3
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Lendo a história em quadrinhos da Mafalda conversando com a sua amiga Susanita, podemos ver que elas discordam nas prioridades que querem atingir quando crescer. A Susanita sugere ironicamente para Mafalda sair na rua sem vestido, e Mafalda acaba batendo na amiga, mas sabendo que ela tem razão. Por que que a Mafalda reconhece que a Susanita está certa?
a) Porque os vestidos têm, efetivamente, um valor maior para quase todas as pessoas, comparado com o conhecimento amplo sobre diversas coisas.
b) Porque a polícia prende as pessoas que não têm amplo conhecimento sobre coisas e carecem de cultura.
c) Porque sair sem cultura é ilegal, da mesma maneira que sair sem botar roupa, mas com uma punição menor.
d) Porque é ilegal sair na rua sem botar roupa, sendo um código de conduta apropriado para manter a ordem pública.

JUSTIFICATIVA :____________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________


Questão 4
Sociologia Enem
Observemos juntos a imagem. Ali se retrata uma família, um pai, uma mãe e o filho, com uma atitude violenta, onde o pai grita para a mãe e o filho. Ao conviver com esse tipo de trato entre eles, o filho reproduz a sua atitude com o ursino. Da cena familiar podemos deduzir que:
a) A maioria das relações entre os pais e os filhos acaba sendo de violência e gritaria quando os filhos não se comportam, como parte normal das punições que os pais aplicam na etapa de socialização primária.
b) É a decisão do filho reproduzir ou não esse tipo de atitude, já que no processo de constituição do indivíduo ele tem a capacidade de se isolar das relações familiares nas quais se encontra inserido.
c) É o direito dos pais tratar do jeito que eles acreditam apropriado os filhos, ainda que isso acabe em formas e maneiras violentas, já que as relações familiares se encontram na esfera privada, em que as pessoas podem fazer a sua vontade.
d) A experiência de socialização primária e o contato com a família no primeiro período de vida influencia as atitudes e maneiras pelas quais as crianças vão estabelecer contato com outras pessoas, já que se trata da primeira instância de relacionamento com os outros.


JUSTIFICATIVA :____________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________
Questão 5
Em um artigo muito interessante titulado O processo de socialização infantil sob um novo olhar, a sua autora, a Professora Eliza Maria Barboza, estabelece que:
“Quando nos colocamos o desafio de conhecer as formas usadas pela criança para se
organizar subjetivamente num novo contexto social, a escola, havia para nós uma idéia implícita de que as experiências produzidas no grupo familiar são fundamentais para essas outras que se iniciam com a escolarização. Acreditamos que as experiências vividas em outros contextos são tomadas pela criança como ponto de partida para a interpretação de novos esquemas sociais. A construção da visão de mundo efetuada pela criança se faz com o auxílio dos elementos produzidos por sua contínua interação com seus semelhantes, em contextos sociais que vão se interpondo e, por isso, não são excludentes”. (Revista Poiésis – Volume I, Número 1,, janeiro/dezembro 2003. p. 20-34)
Do parágrafo citado do artigo da professora Barboza, podemos entender que:
a) A única maneira de compreender as formas pelas quais uma criança se adapta e desenvolve em um novo contexto social é por meio da análise das relações familiares, já que são estas as que determinam a compreensão que a criança tem dos outros contextos sociais.
b) Não é possível colocar em comparação as experiências de socialização familiares com outros contextos de socialização já que, pelo fato de ser a primeira instância, ela é diferente dos outros contextos sociais.
c) É preciso entender que existe uma conexão entre as experiências produzidas no grupo familiar como instância de socialização primária. Especialmente porque delas derivam as maneiras pelas quais a criança vai a começar a compreender e interpretar o mundo que a rodeia.
d) Dificilmente seja possível trasladar a aprendizagem que a criança teve com sua família para outros contextos sociais porque a relação que ela tem com os membros do seu núcleo familiar é completamente diferente da com o resto das pessoas. Aliás, o tipo de interação é muito diferente, já que no grupo familiar os pais e avós não são entendidos como semelhantes


.JUSTIFICATIVA :___________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________


Org. Régis
https://blogdoenem.com.br/escola-religiao-e-familia-sociologia-enem/



OS ALUNOS DEVERÃO PARTICIPAR DESTA ATIVIDADE ATRAVÉS DOS COMENTARIOS SEGUINDO O EXEMPLO ABAIXO :

ALUNO :  Rég!s        Série  : 1º Ano G   : EE Benevenuto Torres 

1A -  Justificativa  : Porque o céu é azul , e quando esta verde pende para o amarelo , no entanto pode se notar que quando é roxo , fica verde .

2 C-  Justificativa  : Porque o céu é azul , e quando esta verde pende para o amarelo , no entanto pode se notar que quando é roxo , fica verde .

3A -  Justificativa  : Porque o céu é azul , e quando esta verde pende para o amarelo , no entanto pode se notar que quando é roxo , fica verde .

4B -  Justificativa  : Porque o céu é azul , e quando esta verde pende para o amarelo , no entanto pode se notar que quando é roxo , fica verde .

5D -  Justificativa  : Porque o céu é azul , e quando esta verde pende para o amarelo , no entanto pode se notar que quando é roxo , fica verde .






terça-feira, 28 de agosto de 2018

Roma Antiga (Monarquia, República e Império) História 1º ANO E.M

Roma Antiga (Monarquia, República e Império)


A herança cultural deixada pelos romanos contribuiu para transformá-los no mais importante e influente povo da civilização ocidental.
Alguns fatores contribuíram para a ocupação da região:
- os aspectos físicos (Roma está localizada na Península Itálica)
- o solo fértil (facilitava a produção de alimentos)
- ausência de bons portos (isolando relativamente a região)

A Roma Antiga conheceu 3 formas de governo: Monarquia, República e Império.


VIDEO PARA ENTENDER MELHOR




MONARQUIA

A forma de governo adotada em Roma até o século VI a.C. foi a Monarquia. Os romanos acreditavam que o rei tinha origem divina.
Esse período foi marcado pela invasão de outros povos (etruscos) que durante cerca de 100 anos, dominaram a cidade, impondo-lhe seus reis. Em 509 a.C., os romanos derrubaram o rei etrusco (Tarquínio - o Soberbo), e fundaram uma República. No lugar do rei, elegeram dois magistrados para governar.

REPÚBLICA

No início da República, a sociedade romana estava dividida em 4 classes: PatríciosClientesPlebeus e Escravos.
A decadência política, social e econômica, fez com que a plebe entrasse em conflito com os patrícios, essa luta durou cerca de 200 anos. Apesar disso, os romanos conseguiram conquistar quase toda a Península Itálica e logo em seguida partiram para o Mediterrâneo.
Lutaram mais de 100 anos contra Cartago nas chamadas Guerras Púnicas e em seguida, ocuparam a Península Ibérica (conquista que levou mais de 200 anos), Gália e o Mediterrâneo Oriental.
Os territórios ocupados foram transformados em províncias. Essas províncias pagavam impostos ao governo de Roma (em sinal de submissão).
As conquistas transformaram exército romano em um grupo imbatível.
A comunidade militar era formada por:
- Cidadãos de Roma, dos territórios, das colônias e das tribos latinas que também tinham cidadania romana
- Comunidades cujos membros não possuíam cidadania romana completa (não podiam votar nem ser votados)
- Aliados autônomos (faziam tratados de aliança com Roma)
Além do exército, as estradas construídas por toda a península itálica também contribuíram para explicar as conquistas romanas.
Os romanos desenvolveram armas e aperfeiçoaram também a técnica de montar acampamentos e construir fortificações.
A disciplina militar era severa e a punição consistia em espancamentos e decapitações. Os soldados vencedores recebiam prêmios e honrarias e o general era homenageado, enquanto que os perdedores eram decapitados nas prisões.
As sucessivas conquistas provocaram, em Roma, grandes transformações sociais, econômicas e políticas.
No plano social, o desemprego aumentou por causa do aproveitamento dos prisioneiros de guerra como escravos. A mão-de-obra escrava provocou a concentração das terras nas mãos da aristocracia (provocando a ruína dos pequenos proprietários de terras que foram forçados a migrar para as cidades).
Na economia, surgiu uma nova camada de comerciantes e militares (homens novos ou cavaleiros) que enriqueceram com as novas atividades surgidas com as conquistas (cobrança de impostos, fornecimento de alimentos para o exército, construção de pontes e estradas, etc).
Além disso, sociedade romana também sofreu forte influência da cultura grega e helenística:
- A alimentação ganhou requintes orientais
- A roupa ganhou enfeites
- Homens e mulheres começaram a usar cosméticos
- Influência da religião grega
- Escravos vindos do oriente introduziram suas crenças e práticas religiosas
- Influência grega na arte e na arquitetura
- Escravos gregos eram chamados de pedagogos, pois ensinavam para as famílias ricas a língua e a literatura grega
Essas influências geraram graves conseqüências sobre a moral: multiplicou-se a desunião entre casais e as famílias ricas evitavam ter muitos filhos.
Tais transformações foram exploradas pelos grupos que lutavam pelo poder e esse fato desencadeou uma série de lutas políticas. A sociedade romana dividiu-se em dois partidos: o partido popular(formado pelos homens novos e desempregados) e o partido aristocrático (formado pelos grandes proprietários rurais). Essas lutas caracterizaram a fase de decadência da República Romana.

IMPÉRIO

Dois nomes sobressaíram durante o Império Romano: Julio César e Augusto.
Após vários conflitos, Julio César tornou-se ditador (com o apoio do Senado) e apoiado pelo exército e pela plebe urbana, começou a acumular títulos concedidos pelo Senado. Tornou-se Pontífice Máximo e passou a ser: Ditador Perpétuo (podia reformar a Constituição), Censor vitalício (podia escolher senadores) e Cônsul Vitalício, além de comandar o exército em Roma e nas províncias.
Tantos poderes lhe davam vários privilégios: sua estátua foi colocada nos templos e ele passou a ser venerado como um deus (Júpiter Julius).
Com tanto poder nas mãos, começou a realizar várias reformas e conquistou enorme apoio popular.
- Acabou com as guerras civis
- Construiu obras publicas
- Reorganizou as finanças
- Obrigou proprietários a empregar homens livres
- Promoveu a fundação de colônias
- Reformou o calendário dando seu nome ao sétimo mês
- Introduziu o ano bissexto
- Estendeu cidadania romana aos habitantes das províncias
- Nomeava os governadores e os fiscalizava para evitar que espoliassem as províncias
Em compensação, os ricos (que se sentiram prejudicados) começaram a conspirar.
No dia 15 de março de 44 a.C., Julio César foi assassinado. Seu sucessor (Otávio), recebeu o título de Augusto, que significava “Escolhido dos Deuses”. O governo de Augusto marcou o início de um longo período de calma e prosperidade.
Principais medidas tomadas por Augusto:
- Profissionalizou o exército
- Criou o correio
- Magistrados e senadores tiveram seus poderes reduzidos
- Criou o conselho do imperador (que se tornou mais importante que o senado)
- Criou novos cargos
- Os cidadãos começaram a ter direitos proporcionais aos seus bens. Surgiu assim três ordens sociais: Senatorial (tinham privilégios políticos), Eqüestre (podiam exercer alguns cargos públicos) e Inferior (não tinham nenhum direito).
- Encorajou a formação de famílias numerosas e a volta da população ao campo
- Mandou punir as mulheres adúlteras
- Estimulou o culto aos deuses tradicionais (Apolo, Vênus, César, etc)
- Combateu a introdução de práticas religiosas estrangeiras
- Passou a sustentar escritores e poetas sem recursos (Virgílio autor de “Eneida”, Tito Lívio, Horácio)
Quando chegou a hora de deixar um sucessor, Augusto nomeou Tibério (um de seus principais colaboradores).
A História Romana vivia o seu melhor período. A cidade de Roma tornou-se o centro de um império que crescia e se estendia pela Europa, Ásia e África.
Após a morte de Augusto, houve quatro dinastias de Imperadores:
Dinastia Julio-Claudiana (14-68): Tibério executou os planos deixados por Augusto. Porém, foi acusado da morte do general Germanicus e teve o povo e o Senado contra ele. Sua morte (78 anos) foi comemorada nas ruas de Roma. Seus sucessores foram Calígula (filho de Germanicus), Cláudio (tio de Calígula) e Nero. Essa dinastia caracterizou-se pelos constantes conflitos entre o Senado e os imperadores.
Dinastia dos Flávios (69-96): neste período, os romanos dominaram a Palestina e houve a dispersão (diáspora) do povo judeu.
Dinastia dos Antoninos (96-192): marcou o apogeu do Império Romano. Dentre os imperadores dessa dinastia, podemos citar: Marco Aurélio (que cultivava os ideais de justiça e bondade) e Cômodo que por ser corrupto, acabou sendo assassinado em uma das conspirações que enfrentou.
Dinastia dos Severos (193-235): várias crises internas e pressões externas exercidas pelos bárbaros (os povos que ficavam além das fronteiras) pronunciaram o fim do Império Romano, a partir do século III da era cristã.
Alguns fatores contribuíram para a crise do império: colapso do sistema escravista, a diminuição da produção e fluxo comercial e a pressão dos povos que habitavam as fronteiras do Império (bárbaros).
A partir do ano 235, o Império começou a ser governado pelos imperadores-soldados (que tinham como principal objetivo combater as invasões).
Com a ascensão de Diocleciano no poder, em 284, o Império foi dividido em dois: Oriente (governado por ele mesmo) e Ocidente (governado por Maximiniano). Cada um deles era ajudado por um imperador subalterno – o César. Diocleciano acreditava que essa estrutura de poder (Tetrarquia) aumentava a eficiência do Estado e facilitava a defesa do território.Diocleciano tomou várias medidas para controlar a inflação.
Seu sucessor (Constantino) governou de 313 até 337.
Constantino legalizou o cristianismo e fundou Constantinopla – para onde transferiu a sede do governo, além de ter abolido o sistema de tetrarquia.
A partir do século IV, uma grave crise econômica deixou o Império enfraquecido e sem condições de proteger suas fronteiras, isso fez com que o território romano fosse ameaçado pelos bárbaros que aos poucos invadiram e dominaram o Império Romano do Ocidente formando vários reinos (VândalosOstrogodosVisigodos, Anglo-Saxões e Francos).
Em 476 (ano que é considerado pelos historiadores um marco divisório entre a Antiguidade e a Idade Média), o Império Romano do Ocidente desintegrou-se restando apenas o Império Romano do Oriente (com a capital situada em Constantinopla é também conhecido como Império Bizantino – por ter sido construído no lugar onde antes existia a colônia grega de Bizâncio), que ainda se manteve até o ano de 1453 quando Constantinopla foi invadida e dominada pelos turcos.
Durante toda a Idade Média, Roma manteve parte da sua antiga importância, mesmo com a população reduzida. Era apenas uma modesta cidade quando foi eleita capital da Itália em 1870.
A civilização romana deixou para a cultura ocidental uma herança riquíssima.
- A legislação adotada hoje em vários países do mundo tem como inspiração o Direito criado pelos romanos
- Várias línguas (inclusive o português) derivaram do latim falado pelos romanos
- Arquitetura
- Literatura


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