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quinta-feira, 5 de maio de 2011

IDADE MÉDIA RENASCIMENTO A UM PASSO DA MODERNIDADE

IDADE MÉDIA  ...      

  

O fim do Império Romano no Ocidente, em 476, marcou o início da Idade Média, período que se estende até 1453, quando a cidade de Constantinopla é tomada pelos Turcos. A época medieval caracterizou-se na Europa Ocidental pela predominância de um novo sistema de vida, tanto na economia como na sociedade e na cultura: o feudalismo. Foi na Idade Média que ocorreu um grande declínio nas atividades artísticas, literárias e científicas.A destruição das bibliotecas pelos bárbaros, o medo de invasões e saques, a dificuldade de comunicação e as constantes lutas entre os senhores feudais contribuíram para criar um ambiente desfavorável ao desenvolvimento das letras, das artes e das ciências nessa época. Assim mesmo, porém, a Idade Média criou algumas obras expressivas.
A literatura foi escrita em latim e tratava de temas religiosos. Por volta do século XII, ela passou a ser escrita em língua própria de cada região. A maior figura literária da Idade Média foi Dante Alighieri (1265-1321).  


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A arte era religiosa, na qual se destacava a arquitetura, predominando dois estilos: o romântico e o gótico.
- Estilo Romântico: caracterizavam-se pelos arcos redondos, paredes baixas e grossas, grandes colunas, janelas pequenas e interiores pouco iluminadas.
- Estilo Gótico: caracterizavam-se pelos arcos em formato ogival, janelas maiores e mais numerosas, paredes altas e interiores iluminados.
Na pintura destacaram-se as miniaturas, feitas para ilustrar os manuscritos e os murais.  Na escultura utilizavam o metal, o marfim e a pedra.  As ciências não se desenvolveram muito na sociedade medieval ocidental. Quase todos os estudiosos e pensadores deixaram de lado a observação da natureza e a experimentação. A maior parte dos estudos foi dedicada à Teologia e à Filosofia.A partir do século XII, com o aumento das atividades comerciais e o crescimento das cidades, os burgueses começaram a sentir necessidade de saber ler e contar.  Surgiram então no século XIII as universidades.As principais universidades eram formadas por quatro faculdades: Artes, Direito, Medicina e Teologia.
Em sua evolução a Idade Média apresentou duas fases distintas: a Alta Idade Média, período compreendido entre os séculos V e X, quando o feudalismo se formou e se consolidou; e a Baixa Idade Média, período que se estendeu do século XI ao XV e que corresponde à decadência do sistema feudal.Na Europa ocidental, a Alta Idade Média caracterizou-se pela crise do escravismo romano, que colidiu com as comunidades germânicas em desagregação originando o feudalismo: a colisão catastrófica de dois modos de produção em dissolução, o primitivo e o antigo.Por ter sido um período de estagnação econômica e atraso das forças produtivas, muitos chamaram a Idade Média de "Idade das Trevas". Na verdade, a expressão justifica-se apenas em parte. Embora apresente um quadro de guerras incessantes, retração da economia, do desenvolvimento técnico e da vida urbana - além da ocorrência catastrófica da peste negra, a Idade Média conseguiu preservar, principalmente dentro dos mosteiros, a cultura e o pensamento greco-romano.
Durante os séculos IV e V o escravismo passou por uma profunda crise. A falta de mão-de-obra escrava gerou um grande aumento nos preços desse tipo de trabalhador, inviabilizando sua compra.A solução encontrada pelos grandes proprietários rurais romanos foi a gradual substituição da mão-de-obra escrava pelo meeiro (colonato), o qual era obrigado a entregar parte de sua produção ao proprietário.
Com a instituição do sistema de colonato, a força de trabalho deixou de ser uma mercadoria e a circulação monetária reduziu-se bastante, resultando no quase desaparecimento da moeda, na decadência do comércio e na estagnação econômica. As grandes propriedades romanas (as vilas), antes totalmente dependentes da estrutura escravocrata, tornaram-se cada vez mais auto-suficientes.
Devido ao caráter predominantemente especulativo de sua economia, a região ocidental do Império, que possuía Roma como centro, foi a mais atingida pela crise do escravismo, pois os romanos viviam da venda de escravos e da cobrança de tributos das regiões conquistadas.
Essa situação criou desajustes na superestrutura, com crise administrativa e déficit público, pois o clero passou a ser sustentado pelo Estado.A Baixa Idade Média compreende o período entre o século XI, com o renascimento comercial, e o século XV, com a queda de Constantinopla.Neste período, ocorreu uma série de transformações na sociedade feudal: o surgimento do capital comercial, a dissolução do trabalho servil, o humanismo, o surgimento de uma cultura antropocêntrica e a centralização do poder nas mãos dos reis, contribuíram para a desagregação do Modo de Produção Feudal e preparam a transição do feudalismo ao capitalismo.
Por volta do ano 1000, início da Baixa Idade Média, as condições de vida começaram a melhorar na Europa. Haviam cessado as ameaças de invasões e ocorreram algumas inovações nas técnicas e nos instrumentos de produção dos alimentos.As cruzadas realizaram uma obra muito econômica: abriram as rotas comercias no Mar Mediterrâneo, com isso surgiu o renascimento do comércio.
O renascimento urbano surgiu com o crescimento da população e, sem o aumento da produção de alimentos, os servos eram expulsos dos feudos para as vilas, que aos poucos foram crescendo e transformando-se em cidades. Os habitantes que ali viviam eram chamados de burgueses.Os fatores mais importantes da Baixa Idade Média foram os surgimentos da burguesia, do trabalho assalariado, do comércio e do artesanato.
Os dois últimos séculos da Baixa Idade Média (XIV e XV) foram marcados por catástrofes:
-          fome: a população crescia e a produção de alimentos não acompanhava tal índice;
-          epidemias: dentre as quais se destacava a Peste Negra;
-          guerras: o conflito mais importante da época foi a Guerra dos Cem Anos (1337 a 1453), entre a França e a Inglaterra.
O comércio foi a solução para toda essa crise que passava a Europa, pois não impediu que a atividade comercial continuasse a se desenvolver. Os mercadores das cidades italianas permaneceram atuando nas rotas do Mediterrâneo em busca da riqueza que representavam os produtos do Oriente.Com a grande crise dos séculos XIV e XV, chegou ao fim a Idade Média.
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                Renascimento ... 

O Renascimento marcou o início dos Tempos Modernos no plano cultural. Surgiu nos fins da Idade Média e atingiu a plenitude entre os séculos XV e XVI. O renascimento foi resultado da preocupação dos homens, em aproximar a sua época da Antiguidade em oposição à cultura medieval, que desprezavam.    O Renascimento começou na Itália e seu desenvolvimento e difusão foram possíveis graças a uma série de circunstâncias da história italiana.Com o progresso das cidades e do comércio, quem enriqueceu protegia os artistas, esses eram os chamados mecenas, que acabavam conhecidos e respeitados por todos. Isso os ajudava a conseguir créditos e a divulgar as atividades das suas empresas, contribuindo para o seu progresso.
Como o fato de ser mecenas era sinal de prestígio, o interesse social uniu-se ao econômico e ao político em benefício do Renascimento.Foi só bem mais tarde, por ocasião das guerras da Itália com outros países, que o Renascimento atingiu o resto da Europa, se adquirindo características próprias em cada um dos países. Só um aspecto do movimento (o intelectual ou o artístico) mereceu destaque.
            Os homens que viveram durante o Renascimento tiveram consciência de que sua época era bem diferente da Idade Média. Consideravam a cultura medieval muito inferior à da Antiguidade e opunham uma à outra, como se não houvesse continuidade entre elas. Julgavam viver um período de luzes depois das “trevas” medievais.Houve, por isso, um retorno à cultura greco-romana, tanto no plano artístico, como na maneira de pensar.Isso trouxe a descoberta do valor e das possibilidades do homem, que passou a ser considerado o centro de tudo. Na Idade Média, o centro era Deus.Foi também acentuada a importância do estudo da natureza (em vez dos ensinamentos dos mestres e da tradição, como na Idade Média).
A característica mais marcante do Renascimento foi o seu profundo racionalismo, isto é, a convicção de que tudo pode ser explicado pela razão do homem e pela ciência, a recusa de acreditar em qualquer coisa que não tenha sido provada. Os métodos experimentais, a observação científica, o desenvolvimento da contabilidade, a organização política racional, que começaram no Renascimento, são exemplos desse racionalismo.O Renascimento teve dois aspectos: o civil, ligado às cidades dirigidas pela alta burguesia e pela nobreza ligada ao comércio, e o cortesão, relativo aos príncipes e nobres da corte. Foi o renascimento cortesão que se difundiu pela maioria dos países europeus, pois os temas do renascimento civil só poderiam penetrar em regiões onde as condições sociais e econômicas fossem semelhantes às da Itália.
A revolução científica e literária que se deu durante o Renascimento foi chamada Humanismo. Os humanistas eram geralmente homens da Igreja ou professores protegidos por mecenas. Eram individualistas, isto é, davam maior importância ao valor e aos direitos de cada indivíduo do que à sociedade. Seus trabalhos trouxeram um desenvolvimento extraordinário à literatura de muitos países da Europa.
Os humanistas acreditavam no progresso e na capacidade humana; tinham uma sede imensa de aprender tudo o que fosse possível. Suas idéias tornaram-se conhecidas e aceitas graças à invenção da imprensa, que tornou mais fácil a reprodução das obras literárias.
O principal centro humanista foi a Itália.O racionalismo característico do renascimento fez com que essa época conhecesse um notável progresso científico. O grande artista italiano Leonardo da Vinci descobriu com deveriam funcionar o avião, o submarino, o moinho de vento, a roda de água etc. O polonês Copérnico descobriu que não é o Sol que gira em torno da Terra, como se pensava, mas a Terra que gira em torno do Sol. Galileu Galilei foi o mais importante cientista do Renascimento, sendo considerado o fundador da Física moderna.
Houve ainda muitos cientistas ilustres no Renascimento. Sua mentalidade ainda não era perfeitamente “científica”, de acordo com as idéias de hoje, pois eles confundiam superstição e ciência (acreditavam em bruxas e fantasmas, por exemplo).
A Arquitetura progrediu muito com os esforços para adaptar as técnicas antigas às necessidades da época; foram construídos palácios, casas, monumentos e a Basílica de São Pedro, em Roma. O Renascimento renovou também a Música.


Fonte : www.youtube.com.br
            www.wikipédia.com.br

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