sábado, 21 de abril de 2012

PROVA 9º ANO GEOGRAFIA -1º BIM- 2012 - RESPOSTAS

1 - Um dos fatores recente que favoreceu a maior expansão do capitalismo financeiro por todo globo foi
(a) a crise de 1929
(b)a independência das colônias africanas
(c)a substituição do carvão pelo petróleo
(d)
o fim da Guerra Fria
(e)a Conferência sobre o meio ambiente, em 1992

2 - O desenvolvimento dos meios de comunicação de massa trouxe benefícios e prejuízos para a humanidade. Que fator positivo eles proporcionam ao homem?
(a)a redução da violência
(b)a melhoria na distribuição de renda
(c)a redução do consumo
(d)
o acesso á informação
(e)a elevação da taxa de natalidade

3 - Desde o final do século XX, no mundo todo, cresceu a globalização financeira que se destaca
(a)pela perda de valor do dólar americano.
(b). pela estabilidade das bolsas de valores.
(c)pela pequena concorrência entre bancos.
(d)
pelo crescimento da especulação nas bolsas de valores
(e)pelo reduzido fluxo de dinheiro em circulação.

4 – Atualmente...
“Reunião dos países do G-7 para buscar soluções para a crise asiática”.
“Países do G-7 estão preocupados com a crise financeira”.
A expressão G-7 identifica o Grupo dos Setes.
(a)Estados nacionais com maiores dividas externas, como o Brasil e o México
(b)países de economia emergente, como a Índia e o Japão
(c)Estados nacionais mais populosos do mundo, como a China e o Japão
(d)
países mais ricos do mundo, com os Estados Unidos e a Alemanha

5 - Hoje as imagens de televisão, as conversas telefônicas e os dados de computadores são transmitidos para o mundo todo por meio de
(a)aparelhos de faz
(b)equipamentos de telex
(c)cabo submarino de telégrafo
(d)telefones celulares digitais
(e)
satélites artificiais 

6 - O uso de tecnologia avançada em vários setores da economia mundial tem originado
(a)
o desemprego em larga escala 
(b)o despertar da consciência ecológica
(c)o aumento da taxa de suicídios
(d)a maior utilização do transporte rodoviário
(e)o crescimento da participação política dos jovens

7 - Antes mundo era pequeno
Porque Terra era grande
Hoje mundo é muito grande
Porque terra é pequena
Do tamanho da antena
Parabolicamará....
Gilberto Gil: Parabolicamará

Marque a alternativa que NÃO corresponde à globalização.
a) Os avanços tecnológicos como transporte, comunicação e informática.
b) O aumento das migrações internacionais
c) Aprofundamento da divisão internacional do trabalho ou da produção.
d) A ampliação das desigualdades socioeconômicas norte-sul.
e)
Interdependência das economias nacionais . o fortalecimento do Estado-Nação .

PROVA 8º ANO HISTÓRIA -1º BIM- 2012 RESPOSTAS

1- Do ponto de vista social, pode-se afirmar, sobre a Revolução Francesa, que:

a)
teve resultados efêmeros, pois foi iniciada, dirigida e apropriada por uma só classe social, a burguesia, única beneficiária da nova ordem.
b) fracassou, pois, apesar do terror e da violência, não conseguiu impedir o retorno das forças sócio-políticas do Antigo Regime.
c) nela coexistiram três revoluções sociais distintas: uma revolução burguesa, uma camponesa e uma popular urbana, a dos chamados "sans-culottes".
d) foi um fracasso, apesar do sucesso político, pois, ao garantir as pequenas propriedades aos camponeses, atrasou, em mais de um século, o progresso econômico da França.
e) fracassou, pois, apesar do terror e da violência, conseguiu impedir o retorno das forças dos Reis absolutistas.

2- Na Revolução Francesa, foi uma das principais reivindicações do Terceiro Estado:

a) a manutenção da divisão da sociedade em classes rigidamente definidas.
b) a concessão de poderes políticos para a nobreza, preservando a riqueza dessa classe social.
c)
a abolição dos privilégios da nobreza e instauração da igualdade civil.
d) a união de poderes entre Igreja e Estado, com fortalecimento do clero.
e) o impedimento do acesso dos burgueses às funções políticas do Estado.


3 -  No contexto da Revolução Francesa, a organização do Governo Revolucionário significou uma forte centralização do poder: o Comitê de Salvação Pública, eleito pela Convenção, passou a ser o efetivo órgão do Governo... . Havia ainda o Comitê de Segurança Geral, que dirigia a polícia e a justiça ,  sendo que estava subordinado ao  Tribunal  Revoluci-nário que tinha competência para punir, até a morte todos os suspeitos de oposição ao regime. O conjunto de medidas de exceção adotadas pelo Governo revolucionário deram margem a que essa fase da Revolução viesse a ser conhecida como:

a) os Massacres de Setembro.
b) o
Período do Terror.
c) o Grande Medo.
d)
O Período do Termidor.
e) o Período Horrivel.
4 - Identifique a opção que melhor expressa esse pensamento de Voltaire.
a)       Aquele que se pauta pela razão e pela verdade não é um sábio , pois corre um risco desnecessário . 
b)       A razão é importante  diante do fanatismo , pois esse sempre se impõe sobre os seres humanos .
c)        Aquele que se orienta pela razão e pela verdade deve  munir-se da coragem para enfrentar o obscurantismo e o fanatismo .
d)       O fanatismo e o obscurantismo são coisas do passado e por isso a razão não precisa mais estar alerta
e)        A razão envenena o espírito humano com o fanatismo
5 - Na História da França, o GOLPE DE 18 BRUMÁRIO significa:

a) o início da Revolução de 1789 com a abolição dos direitos feudais
b)
o fim da Revolução com a subida de Napoleão ao poder com o apoio do exército e da alta burguesia
c) o fortalecimento da participação popular e dos embates entre Danton e Robespierre
d) o estabelecimento da igualdade de todos perante a lei com a aprovação da Declaração dos Direitos do Homem e do Cidadão
e) o fim da Revolução de 1789 com a abolição dos direitos do clero


6 - Sobre o processo revolucionário francês, iniciado em 1789, é CORRETO afirmar que:
a) Foi um movimento conservador liderado pela aristocracia francesa, temerosa da ascensão das massas, principalmente parisienses.
b) Foi o movimento revolucionário que levou à universalização dos conceitos de  "liberdade, igualdade e fraternidade".
c) Inspirou o movimento de libertação dos Estados Unidos da América, ocorrido anos depois.
d) Foi um movimento de inspiração socialista.
e) Levou a um aumento do poder real, inspirando o surgimento de teóricos do absolutismo.



       respeito do iluminismo, movimento filosófico que se difundiu pela Europa ao longo do século XVIII, considere as seguintes afirmativas:
1.        Muitos filósofos franceses, entre eles Montesquieu, Voltaire e Diderot, foram leitores, admiradores e divulgadores da filosofia política produzida pelos ingleses, como John Locke com sua crítica ao absolutismo.
2.        Quanto à organização do Estado, os filósofos iluministas não eram contra a monarquia, mas contra as ideias de que o poder monárquico fora constituído pelo direito divino e de que ele não poderia ser submetido a nenhum freio.
3.        A descoberta da perspectiva e a valorização de temas religiosos marcaram as expressões artísticas durante o iluminismo.
4.        Em Portugal, o pensamento iluminista recebeu grande impulso das descobertas marítimas.Assinale a alternativa correta.
a)  Somente a alternativa 1 é verdadeira
b)  Somente as alternativas 1 e 2 , são verdadeiras
c)  Somente as alternativas 1 , 2 e 4 são verdadeiras
d) Somente as alternativas 3 e 4 são verdadeiras
e) Somente as alternativas 2 , 3 e 4 são verdadeiras



terça-feira, 10 de abril de 2012

GLOBALIZAÇÂO : MATÉRIA PARA RECUPERAÇÃO - 9º ANO


 INTRODUÇÃO 


Globalização é como um prisma que reflete várias realidades complexas. Intensifica múltiplas conexões entre governos e sociedades, entre público e privado, entre mercado e cultura, conformando o sistema mundial. Aumenta o grau de interdependência da produção, das finanças e dos serviços, na veloz propagação das redes de comunicação, dos ricos e das ameaças ambientais, constituindo a dimensão planetária da vida. Parece ser a inauguração do mundo maravilhoso, mas não seria também a receita para o desastre?
É bom lembrar que, se no império da globalização tudo parece representar a união de todos num só mundo, isso não significa que vivemos todos harmonicamente integrados, com respeito e entendimento humano, como se a felicidade tivesse batido a nossa porta.

SURGE UM NOVO MUNDO 
                                   VÍDEO : OQUE É GLOBALIZAÇÃO
                      
Com as idéias de um só mundo, a globalização vem com tremendo impacto em nosso dia-a-dia, a palavra globalização produz, como mágica, uma sensação estranha de que, estamos vivendo todo conectado. Estados, sociedades, pessoas, culturas, mercados, meios de transportes, de comunicação e de informação. E assim a globalização vem tornando seus rumos e trazendo mudanças na tecnologia, na economia, na política, na cultura e também na área logística.
Com isso a globalização significa a remoção das fronteiras e, portanto representa uma ameaça para aquele Estado-Nação que vigia quase sempre suas fronteiras. 
Mais que tudo a globalização expressa formas de vida, valores, opniões, pensamentos, idéias, teorias, ideologias sobre o que chamaría-mos, simplesmente de política Global da Globalização. 
Mediante a isso os dados e fatos de um fenômeno de amplitude inigualável, como faces de um prisma que reflete várias realidades complexas. Também alimenta dilemas inacreditáveis. 
O atual processo da globalização é o núcleo central de nosso tempo, a força de aglutinar, difunde e integra todas as demais características. 
A globalização também estimula a autonomia dos antes estatais locais, as cidades, municípios, estados ou províncias – em relação ao governo central. Com novas possibilidades comunicacionais, os governos locais estão atuando cada vez mas no cenário internacional, por conta própria, e isso vem dar menos poder central para um país e mais poder para o estado. 

GLOBALIZAÇÃO E SOBERANIA NACIONAL 
A globalização também vem trazendo consigo inúmeras organizações intergovernamentais de cooperação e de integração, tanto no âmbito mundial, como por exemplo a (OEA) União Européia e a liga Árabe, e sub-regional, como o Mercosul e o Nafta. Em todas elas, mas em diferentes graus, os Estados membros cedem parte de sua soberania nacional a fim de estabelecer e aplicar políticas comuns. E com isso há menos poder nacional e mais poder supranacional. 
As fronteiras nacionais começam a sofrer um processo devido a interdependência sentida e experimentada cada vez mais pelos Estados. E com isso está havendo um período de transição complexas, cuja marca é esta: globalização x soberania nacional. 
E como a globalização entra sem pedir passagem ou seja, ignora as fronteiras nacionais desreispeitando os limites do Estado, quem perde com isso com certeza é o Estado, pois ele perde o papel de ser o único, exclusivo, impenetrável, guardião de um conjunto de patrimônios. 
O Estado está num beco sem saída, se estás aberto a globalização, perde poder; se que se fechar, se for possível esta hipótese, perde também porque se desconecta ou pode ser desconectado do sistema-mundo. 
E quem ganha? Na verdade a globalização beneficia atores privados, as empresas transnacionais, as ONG e a sociedade civil de um modo geral. São estes os principais atores da globalização e que, vão ganhando espaços que antes o Estado monopolizava ou queria monopolizar. 
Perdas e ganhos na era da globalização, podem ser avaliados como um jogo de soma de zero. O tanto de perdas de soberania nacional equivale ao tanto de ganhos obtidos pelos atores privados e pala nova dimensão de valores compartilhados. E assim a nação de jogo de soma de zero, implica que sempre haverá um ganhador e um perdedor. Não admite que ambos saiam ganhando. 

AMPLIANDO OS DIREITOS HUMANOS 
Na globalização também nós vemos a ampliação dos direitos humanos através de três gerações. A primeira geração destaca os direitos civis e políticos e vem ligado ao surgimento e desenvolvimento da democracia liberal. A Segunda geração destaca os direitos econômicos, sociais e culturais e vem ligado aos movimentos trabalhistas, social-democrata, e ao Estado de bem-estar. Já a terceira geração vem ligado a necessidade de garantir a paz no planeta e a proteção de um patrimônio comum a todos os povos. 
O papel da ONU na universalização dos direitos humanos, é muito importante. Na verdade, a ONU teve e continua tendo um papel importante. 

Principais instrumentos universais de proteção aos direitos humanos 


• 1945: Carta da ONU, aprovada pela assembléia geral. 
• 1948: Declaração universal dos Direitos do Homem, adotada pela Assembléia 
Geral da ONU. 
• 1948: Convenção para a Prevenção e a repreensão do Crime de Genocídio, Paris. 
• 1965: Convenção sobre a Eliminação de Todas as Formas de Discriminação 
Racial, aprovada pela 
Assembléia Geral da ONU. 
• 1966: Pacto Internacional sobre Direitos Econômicos, sociais e culturais, adotados 
pela Assembléia 
Geral da ONU. 
• 1966: Pacto Internacional sobre Direitos Civis e políticos, adotados pela 
Assembléia 
Geral da ONU. 
• 1973: Convenção Internacional sobre a repressão e o castigo do Crime de 
Apartheid, aprovada pela 
Assembléia Geral da ONU. 
• 1979: Convenção sobre a Eliminação de Todas as Formas de Discriminação 
contra a mulher, aprovada 
pela Assembléia Geral da ONU. 
• 1984: Convenção contra a Tortura e outros Tratos e Penas Cruéis, Desumanas ou 
agradantes, aprovada 
pela Assembléia Geral da ONU. 
• 1993: Declaração e Programa de Ação de Viena, adotada na 2ª conferência da 
ONU sobre direitos humanos realizada em viena. 
Mas a ONU não vem trabalhando sozinha para a ampliação dos direitos humanos. Organizações regionais, como a organização dos Estados Americanos (OEA) E A União Européia (EU), também vem contribuindo para o fortalecimento e a propagação dos direitos humanos. E assim os direitos humanos deparam-se com novos desafios da globalização, como as questões, humanitárias, ambientais e os benefícios e riscos gerados pelas novas tecnologias.
UNIVERSALIZANDO A DEMOCRACIA 
Na universalização da democracia sempre haverá uma pergunta, onde se encontra a democracia na globalização ? Será no mercado, para quem a democracia é função de riqueza ali criada e propagada ? Ou a democracia tem seu lugar preferencial na política, de domínio do Estado. Mas se na globalização atual, como tudo indica, as instituições públicas então sendo fragilizadas, a cidadania não estaria também com sua influência sendo fragilizada? O mercado diz ser fonte de riqueza, poder e cultura. A democracia teria ali a sua residência?
Democracia e globalização podem andar de mãos dadas e serem compatíveis, caso a correnteza avassaladora da globalização incorpore e garanta o pleno exercício dos fundamentos democráticos. Do contrário a democracia se fragiliza ou se corrompe e a globalização passa a ser instrumento de perversão humana. 

O MUNDO CONECTADO 
- Comunicação e Informação 
Em 1960 foram feitos 2 milhões de chamadas telefônicas entra EUA e a Europa. Hoje somente entre os dois continentes, são mais de 800 milhões anuais. Nos anos 70, cerca de 30 milhões de pessoas viajavam ao redor do mundo. Hoje são cerca de 450 milhões. O setor de turismo, empregando mais de 300 milhões de trabalhadores, é o maior gerador de empregos diretos e indiretos na economia mundial. Com os meios de comunicação instantânea (satélites, tevê, cabos de fibra óptica, telemática...) a chegada suplanta a partida: tudo “chega” sem que seja preciso partir. 


- Aceleração do tempo digital 
Hoje em dia praticamente todo o mundo na terra usa, direta ou indiretamente, cerca de 15 formas computacionais em seu dia –a- dia, incluindo eletrodomésticos, telefone, fax, equipamentos de escritório, caixa eletrônicas, acessórios de carros, telefones celulares etc.,etc. Calcula-se que até o ano 2000 as pessoas estarão utilizando, ao dia, mil microprocessadores interconectados.

A força física humana é transferida para as máquinas; o sentido auditivo para captadores sonoro e sensores ; o sentido de visão para as máquinas de visão; a inteligência para os computadores; a reprodução biológica para a engenharia genética e daí para a duplicação da espécie humana em laboratórios, a clonagem.

- Opções e Riscos 
O correio eletrônico sendo usado por milhões no mundo todo, é tão veloz que um documento leva alguns minutos ou segundos – dependendo do sistema usado – para ser transmitido de um continente a outro. É mais barato que chamada telefônica internacional, transmissão de fax e, claro, serviço expresso dos correios.
Dois bilhões de pessoas – mais que um em três indivíduos no mundo – não dispõem de eletricidade. Juntas, a China, a Índia, a Indonésia e a grande maioria das populações dos países africanos e latino – americanos têm menos telefones que o Canadá, com 27 milhões de pessoas.

O CAPITAL NÃO TEM PÁTRIA 
O cenário da globalização econômica, que consome e modifica nossas antigas percepções de tempo e espaço, não seria possível sem a desmaterialização do dinheiro com a utilização do valor virtual. Na nova era do capital globalizado, do capital sem pátria, grupos financeiros de qualquer lugar do planeta realizam dia e noite transferências de dinheiro eletrônico. Os movimentos de fluxos de capital sempre atenderam a um objetivo essencial: O lucro, a melhor rentabilidade. O capital não tem ideologia, o capital não tem preferência pelo norte ou pelo sul. O capital na era da globalização, mais do que nunca, não tem pátria. Os estados estão (re)direcionando suas políticas externas para os alvos comerciais, a fim de não perder o fato da globalização, ou pegar um melhor lugar dentro dele. Nas teias globais, os produtos são combinações internacionais.
A TERRA COMO MORADA COMUM 
A relação natureza e sociedade, impõe sua grandiosidade pela diversidade disponibilidade de vida e recursos, mas traz perigos e temor, traduzindo em mitos e retratados em fatos. Assim a natureza pode tanto solicitar, como prejudicar a vida humana e aí estabelecer uma fronteira de “reserva” em relação à vida do homem. 
É em sua morada na terra, o homem tem usado e apropriado bens e materiais para satisfazer suas necessidades e fazer crescer seu domínio, e é o que chamamos genericamente de progresso e civilização humana.
Do ponto de vista político, o Estado reforçar o poder do homem, retira a natureza de cena, tratando-a como um cenário exterior. Começa então o planejamento para a exploração da natureza, sem fronteiras; com o uso intenso de ferramentas, cada vez mais sofisticadas e poderosas.
A economia e os economistas, habituados a dar vantagens adicionais ao valor de troca entre coisas, tornaram-se cegos em relação entre eco-nomia e a eco-logia. O resultado aí está: maiores ganhos acumulativos para o mercado e pouco, ou quase nada, para os recursos vitais.
Numa simples imagem, é como se a humanidade se encontrasse dentro de um labirinto, perdida em suas lutas e despeitas políticas, econômicas e sociais, permanecendo assim, cega a um outro eixo, que opõe todos os homens à natureza. Se a luta do homem x homem foi regulada pelo contato social, a relação homem x natureza permanece em suspenso.
A globalização ecológica indica uma nova forma de pensar e de atuar, prevalecendo os interesses dos bens comuns, da humanidade.
Obviamente, para os países em desenvolvimento, a sustentação e o equilíbrio entre o crescimento econômico e o meio ambiente teriam de pressupor a superação da pobreza e do subdesenvolvimento.
Antes os recursos da terra eram vistos como um negócio em liquidação, hoje a nova concepção inaugura a estratégia do “desenvolvimento sustentável”, ou seja, o desenvolvimento que preencha as necessidades das gerações presentes sem comprometer as gerações futuras.
Mas os problemas globais do maio ambiente ainda estão longe de ser solucionados.

GLOBALIZAÇÃO A OLHO NU 


Com a globalização se encaminhando para um novo milênio como enfrentar gigantescos desafios?
São diversos os caminhos hoje propostos. O que temos pela frente dependerá da capacidade de governar esse complexo processo da globalização, que vai dos micros aos macroproblemas.
As propostas e as metas para se encontrar soluções de governar em pleno processo de globalização, estão sendo procuradas e estudadas. Mas para tanto sugere-se que a globalização deva ser governada por valores culturais, necessidades sociais e proteção ecológica e da biosfera.
Na verdade o que se pratica com a globalização é guerra: privada x pública, jovens x velhos, cidadãos x imigrantes, migrantes legal x ilegais, perdendo o sentido de solidariedade humana.

...Um rastilho de ressentimentos com essa globalização poderá ser detonado entre os perdedores contra os ganhadores... faltando apenas alguém para acender o fósforo.
FONTE : http://www.colegioweb.com.br/geografia/globalizacao1.html
Org.: Rég!s


sábado, 11 de fevereiro de 2012

OQUE É GLOBALIZAÇÃO ? GEOGRAFIA 9º ANO



"A notícia do assassinato do presidente norte-americano Abraham Lincoln, em 1865, levou 13 dias para cruzar o Atlântico e chegar a Europa. A queda da Bolsa de Valores de Hong Kong (outibro-novembro/97), levou 13 segundos para cair como um raio sobre São Paulo e Tóquio, Nova York e Tel Aviv, Buenos Aires e Frankfurt. Eis ao vivo e em cores, a globalização"(Clóvis Rossi – do Concelho Editorial – Folha de São Paulo)


"O furacão financeiro que veio da Ásia, passou pela Europa, Estados Unidos e chegou ao Brasil, teve pelo menos uma vantagem didática. Ninguém pode mais alegar que nunca ouviu falar da globalização financeira. Até poucos meses, é provável que poucos soubessem onde ficava a Tailândia ou Hong Kong. Hoje muita gente sabe que um resfriado nesses lugares pode virar uma gripe aqui. Especialmente se fizer uma escala em Nova York."
(Celso Pinto – do Conselho Editorial – Folha de São Paulo)
Mas, o que é essa globalização e como é que ela se manifesta ?




Não há uma definição que seja aceita por todos. Ela está definitivamente na moda e designa muitas coisas ao mesmo tempo. Há a interligação acelerada dos mercados nacionais, há a possibilidade de movimentar bilhões de dólares por computador em alguns segundos, como ocorreu nas Bolsas de todo o mundo, há a chamada "terceira revolução tecnológica"( processamento, difusão e transmissão de informações). Os mais entusiastas acham que a globalização define uma nova era da história humana.
Qual a diferença entre Globalização, Mundialização e Internacionalização?


Globalização e Mundialização são quase sinônimos. Os americanos falam em globalização. Os franceses preferem mundialização. Internacionalização pode designar qualquer coisa que escape ao âmbito do Estado Nacional.

Quando o mundo começou a ficar globalizado?


Novamente, não há uma única resposta. Fala-se em início dos anos 80, quando a tecnologia de informática se associou à de telecomunicações. Outros acreditam que a globalização começou mais tarde com a queda das barreiras comerciais.
Globalização é poder comprar o mesmo produto em qualquer parte do mundo?
Não se pode confundir globalização com a presença de um mesmo produto em qualquer lugar do mundo. A globalização pressupõe a padronização dos produtos (um tênis Nike, um Big Mac) e uma estratégia mundialmente unificada de marketing, destinada a uniformizar sua imagem junto aos consumidores.
Se as empresas globalizadas não tem país-sede, o que ocorre quando querem fazer um lobby?
A rigor, as empresas globalizadas preocupam-se muito mais com marketing, o grosso de seus investimentos. Se em determinado país as condições de seu fornecedor se tornaram desfavoráveis - os juros aumentaram, o que implica no aumento dos produtos -, a empresa globalizada procura outro fornecedor em outro país. Ela não perderá tempo em fazer lobby sobre determinado governo para que o crédito volte a ser competitivo.
Por que dizem que a globalização gera desemprego?
A globalização não beneficia a todos de maneira uniforme. Uns ganham muito, outros ganham menos, outros perdem. Na prática exigem menores custos de produção e maior tecnologia. A mão-de-obra menos qualificada é descartada. O problema não é só individual. É um drama nacional dos países mais pobres, que perdem com a desvalorização das matérias-primas que exportam e o atraso tecnológico.


A globalização vai deixar os ricos mais ricos e os pobres mais pobres?
Em seu relatório deste ano sobre o desenvolvimento humano, a ONU comprova que a globalização está concentrando renda: os países ricos ficam mais ricos, e os pobres, mais pobres. Há muitos motivos para isso. Alguns deles: a redução das tarifas de importação beneficiou muito mais os produtos exportados pelos mais ricos. Os países mais ricos continuam a subsidiar seus produtos agrícolas, inviabilizando as exportações dos mais pobres.


Fonte: http://www.coladaweb.com/geografia/globalizacao/o-que-e-globalizacao
Org.: Rég!s





                             ASSISTA UM VÍDEO


   





                          Paródia sobre Globalização


Musica e Letra de : Luiz André Nunes Cardoso 



Galera preste atenção
No que vamos explicar
O processo de mudança
Que o mundo vai adotar

O passado que vivemos
Hoje se aposentou
E a tecnologia
Enfim si modernizou

Trazendo inteligência
E muita educação
Mais saúde e lazer
E uma boa condição

Isso é globalização
Isso é modernização
O processo que transforma
O futuro da nação

E nos meios de informação
Um show de renovação
Celular com internet
Revista e televisão

As empresas se destacam
Trazendo inovação
Com muita eficiência
E boa satisfação

Do Japão tem a Suzuki
Da China tem a Steel
Coca-cola americana
E é sucesso no Brasil

Isso é globalização
Isso é modernização
O processo que transforma
O futuro da nação

Mais o mundo tem problema
Pode crê que vou dizer
Muita fome e pobreza
E muita destruição

No Haiti foi terremoto
Tsunami no Japão
Deslizamento no Brasil
Causado pela erosão




As matas são derrubadas
E os rios são poluídos
O ar é contaminado
E o planeta esta perdido


Isso é globalização
Isso é modernização
O processo que transforma
O futuro da nação

sábado, 4 de fevereiro de 2012

Oque é Sociologia 1º ANO - Ensino Médio

A Sociologia é uma das Ciências Humanas que tem como objeto de estudo a sociedade, a sua organização social e os processos que interligam os indivíduos em grupos, instituições e associações. Enquanto a Psicologia estuda o indivíduo na sua singularidade, a Sociologia estuda os fenômenos sociais, compreendendo as diferentes formas de constituição das sociedades e suas culturas.

O termo Sociologia foi criado em 1838 (séc. XIX ) por Auguste Comte, que pretendia unificar todos os estudos relativos ao homem — como a História, a Psicologia e a Economia. Mas foi com Karl Marx, Émile Durkheim e Max Weber que a Sociologia tomou corpo e seus fundamentos como ciência foram institucionalizados.







A Sociologia surgiu como disciplina no século XVIII, como resposta acadêmica para um desafio que estava surgindo: o início da sociedade moderna. Com a Revolução Industrial e posteriormente com a Revolução Francesa (1789), iniciou-se uma nova era no mundo, com as quedas das monarquias e a constituição dos Estados nacionais no Ocidente. A Sociologia surge então para compreender as novas formas das sociedades, suas estruturas e organizações.

A Sociologia tem a função de, ao mesmo tempo, observar os fenômenos que se repetem nas relações sociais – e assim formular explicações gerais ou teóricas sobre o fato social –, como também se preocupa com aqueles eventos únicos, como por exemplo, o surgimento do capitalismo ou do Estado Moderno, explicando seus significados e importância que esses eventos têm na vida dos cidadãos.

Como toda forma de conhecimento intitulada ciência, a Sociologia pretende explicar a totalidade do seu universo de pesquisa. O conhecimento sociológico, por meio dos seus conceitos, teorias e métodos, constituem um instrumento de compreensão da realidade social e de suas múltiplas redes ou relações sociais.

Os sociólogos estudam e pesquisam as estruturas da sociedade, como grupos étnicos (indígenas, aborígenes, ribeirinhos etc.), classes sociais (de trabalhadores, esportistas, empresários, políticos etc.), gênero (homem, mulher, criança), violência (crimes violentos ou não, trânsito, corrupção etc.), além de instituições como família, Estado, escola, religião etc.




Além de suas aplicações no planejamento social, na condução de programas de intervenção social e no planejamento de programas sociais e governamentais, o conhecimento sociológico é também um meio possível de aperfeiçoamento do conhecimento social, na medida em que auxilia os interessados a compreender mais claramente o comportamento dos grupos sociais, assim como a sociedade com um todo. Sendo uma disciplina humanística, a Sociologia é uma forma significativa de consciência social e de formação de espírito crítico.

A Sociologia nasce da própria sociedade, e por isso mesmo essa disciplina pode refletir interesses de alguma categoria social ou ser usado como função ideológica, contrariando o ideal de objetividade e neutralidade da ciência. Nesse sentido, se expõe o paradoxo das Ciências Sociais, que ao contrário das ciências da natureza (como a biologia, física, química etc.), as ciências da sociedade estão dentro do seu próprio objeto de estudo, pois todo conhecimento é um produto social. Se isso a priori é uma desvantagem para a Sociologia, num segundo momento percebemos que a Sociologia é a única ciência que pode ter a si mesma como objeto de indagação crítica.

ESTRANHAMENTO E DESNATURALIZAÇÃO

Um dos papéis centrais que o pensamento sociológico realiza é a desnaturalização das concepções ou explicações dos fenômenos sociais. Há uma tendência sempre recorrente a se explicarem as relações sociais, as instituições, os modos de vida, as ações humanas, coletivas ou individuais, a estrutura social, a organização política, etc. com argumentos naturalizadores.




Primeiro, perde-se de vista a historicidade desses fenômenos, isto é, que nem sempre foram assim; segundo, que certas mudanças ou continuidades históricas decorrem de decisões, e essas, de interesses, ou seja, de razões objetivas e humanas, não sendo fruto de tendências naturais.Outro papel que a Sociologia realiza, mas não exclusivamente ela, e que está ligado aos objetivos da Filosofia e das Ciências, humanas ou naturais, é o estranhamento. No caso da Sociologia, está em causa observar que os fenômenos sociais que rodeiam a todos e dos quais se participa não são de imediato conhecidos, pois aparecem como ordinários, triviais, corriqueiros, normais, sem necessidade de explicação, aos quais se está acostumado, e que na verdade nem são vistos.Assim como a chuva é um fenômeno que tem uma explicação científica, ou uma doença também tem explicações, mesmo que não se tenha chegado a terapias totalmente exitosas para sua cura; ou do mesmo modo que as guerras, as mudanças de governo podem ser estudadas pela História ou os cataclismos naturais, pela Geografia; os fenômenos sociais merecem ser compreendidos ou explicados pela Sociologia. Mas só é possível tomar certos fenômenos como objeto da Sociologia na medida em que sejam submetidos a umprocesso de estranhamento, que sejam colocados em questão, problematizados.


Muitas vezes as explicações mais imediatas de alguns fenômenos acabam produzindo um rebaixamento nas explicações científicas, em especial quando essas se popularizam ou são submetidas a processos de divulgação midiáticos, os quais nem sempre conservam o rigor original exigido no campo científico. Do mesmo modo que explicações econômicas se popularizaram, sendo repetidas nas esquinas, nas mesas de bares, etc. e assim satisfazendo as preocupações imediatas dos indivíduos, alguns outros fenômenos recebem explicações que não demandam elaborações mais profundas e permanecem no senso comum para as pessoas.

Dessa maneira, as concepções de estranhamento e desnaturalização tem como objetivo fornecer uma orientação, uma maneira de perceber a realidade social a partir de uma perspectiva científica que permita ao jovem aluno ver e se ver em uma determinada situação e a captar os fatos a partir de sua experiência pessoal, percebendo, porém, que esta é, ao mesmo tempo coletiva.

SENSO CRÍTICO ( CONHECIMENTO CIENTIFICO ) E SENSO COMUM




O senso comum é o modo de pensar imediatista, superficial, acrítico e que permite a intromissão dos preconceitos e dos valores do observador. O senso crítico ou conhecimento cientifico , é objetivo, profundo, baseado em estudos científicos, no olhar de estranhamento e de desnaturalização do observador. Assim, ter senso crítico significa saber questionar, buscar a verdade por trás das observações cotidianas.




Sociologia como manifestação do pensamento moderno: A evolução do pensamento social.Cada época tem um tipo ou modo de pensamento que responde ao meio e aos problemas específicos dessa época.


Efeito de naturalização: fazer parecerem naturais certas construções sociais; por exemplo: a dominação masculina fundamentada em uma possível superioridade biológica.
A História é um desenvolvimento e um crescimento que se faz segundo leis próprias. Cada época histórica é diferente da outra. Cada uma tem suas características e um espírito próprio. Espírito entendido como uma subjetividade coletiva.
O homem de hoje, como o de ontem, necessita sempre de um sistema de idéias e de teses que explique o mundo, ou melhor, que lhe dê uma visão globalizadora do universo, de si mesmo, de todas as coisas. Alguns desses tipos de pensamento são: o pensamento mítico; o pensamento filosófico; o pensamento científico etc.

O pensamento mítico

A razão do homem sempre busca uma ordenação mental da realidade em que vive. O mito foi a
primeira explicação da realidade. Nele, tudo se passa num mesmo nível: forças da Natureza, forças divinas, homens e animais – a consciência praticamente se confunde com as coisas, ou seja, não se destaca do mundo exterior. O pensar mítico fornece uma ordenação mental do mundo capaz de satisfazer às exigências racionais da mente primitiva, apesar de não estar restrita a ela.




O pensamento mítico ou, como denomina o antropólogo Claude Lévi-Strauss, o “pensamento
selvagem”, é uma forma de explicar e compreender a realidade natural e social (o mundo da Natureza e da Cultura). Esse pensamento caracteriza-se como um processo de ordenação de elementos concretos: coisas, seres vivos, pessoas, para significar a realidade que pretendiam explicar. Por isso a Antropologia chama o conjunto e o saber adquirido pelo pensar mítico de Ciência do concreto. Assim, pode-se dizer que o mito ordena e explica uma realidade concreta por meio de elementos sensíveis (que se pode sentir) do meio.

Mito é um sistema (conjunto fechado) de conhecimento capaz de ordenar e dar significação a
realidades do meio, importantes e prioritárias para o homem.
O mito não é um conhecimento que busca a verdade objetiva das coisas, ele serve apenas para explicar um fato, sem necessidade de comprovação e sem possibilidade de se extrair dele alguma conclusão. Quando a mente começou a procurar a verdade das coisas, a relação causa e efeito, as leis gerais que explicam os fatos particulares, surge um novo tipo de conhecimento denominado pela Antropologia de Ciência do Abstrato – ou Filosofia.

O pensamento mítico, característico da fase pré e pós-neolítica, prevaleceu até o aparecimento da Filosofia, no século VII a.C.

O pensamento científico

“Por que as Ciências, filhas da Filosofia, depois de repartirem entre si a herança filosófica, lhe voltam as costas, como as filhas do rei Lear, depois de dividido o seu reino?” (Will Durant)

As Ciências surgiram a partir da Filosofia. A primeira foi a Matemática que, inicialmente, com os jônios e Pitágoras, ainda estava ligada à Filosofia. No ano 300 a.C, com Euclides, a Matemática já se achava separada, possibilitando, em certo sentido, o aparecimento de especialistas nesta ciência.




Todas as outras Ciências só muito mais tarde tornaram-se autônomas: a física na primeira metade do século XVII com Galileu, a Química com as pesquisas de Lavoisier e outros no século XVIII; a Biologia com os estudos de Lamarck e Claude Bernard no século XIX.
Somente nos fins do século XIX e começo do século XX, presenciamos o aparecimento e o progresso das Ciências Sociais e da Psicologia.

Tudo isso veio destruir a noção de saber total para a Filosofia. Este saber total foi repartido entre as diversas Ciências.

Pensamento sociológico

O surgimento do pensamento sociológico clássico ocorreu entre os séculos XVIII e XIX, no apogeu do pensamento iluminista, e sob os ideais da Revolução Industrial e da Revolução Francesa, ideais que servirão de base para a instalação definitiva da sociedade capitalista. Todas as modificações históricas que ocorreram naquele momento na sociedade surgiram das udanças que vinham acontecendo nas formas de pensamento. As transformações econômicas em curso provocaram alterações na forma de conhecer a natureza e a cultura.

Revolução Século / Ano Esfera de atuação e impacto

Iluminismo A partir de 1590, séc. XVII – XVIII Ideológica

Industrial Segunda metade do séc. XVIII (+/- 1750 ) Econômica

Francesa Segunda metade do séc. XVIII (1789 ) Política

Nesse sentido, a Sociologia pode ser considerada como um fenômeno estrito e uma ciência, característica da sociedade moderna.Os pensadores sociais clássicos .A Sociologia foi o resultado da união de inúmeros pensadores, nas diversas partes do mundo, porém, quatro deles destacam-se como responsáveis por estruturar os fundamentos da Sociologia possibilitando criar três linhas mestras explicativas:

1) a Positivista-Funcionalista, tendo como fundador Auguste Comte e seu principal expoente clássico Émile Durkheim ( França, 1858 – 1917 ), de fundamentação analítica;

2) a Sociologia Compreensiva iniciada por Max Weber ( Alemanha, 1864 – 1920 ), de matriz teórico-metodológica hermenêutico-compreensiva.

3) a Sociologia Dialética, iniciada por Karl Marx ( Inglaterra, 1818 – 1883 ) que mesmo sendo mais uma mistura de economista com historiador, do que propriamente um sociólogo, deu início a uma das mais importantes linhas de explicação sociológica.
Isso não que dizer que existem três sociologias, mas que o objeto desta ciência tem sido conceituado com ênfase em diferentes aspectos da vida social:

PRINCÍPIOS TEÓRICOS DOS AUTORES CLÁSSICOS

ÉMILE DURKHEIM

Fato Social, Consciência
coletiva, Anomia.
Para Durkheim, a organização social é possível
graças ao consenso ou consciência coletiva, e a
sociologia deve estudar o que ele concebe como 5
“fatos sociais”;


MAX WEBER
Ação Social
Weber enfatiza os aspectos intersubjetivos e
simbólicos das relações sociais e delimita o campo de
estudo da Sociologia dentro da sua noção de “ação
social”;


KARL MARX
Modo de produção, maisvalia, acumulação primitiva,
alienação, materialismo
histórico, ideologia, luta de
classes, materialismo
dialético
Marx concebe a organização social como resultante
das relações de produção e toma as “relações de
classe” como fundamentais ao estudo científico da
sociedade


AVALIE-SE
1) O que significa dizer que o sociólogo, ao analisar a sociedade, deve ter um olhar de estranhamento e de desnaturalização?

2) Qual é a diferença entre senso crítico e senso comum?

3) Descreva cada tipo de pensamento ressaltando as características de cada um:
a) Pensamento mítico
b) Pensamento filosófico
c) Pensamento científico
d) Pensamento sociológico

terça-feira, 27 de dezembro de 2011

É possível pensar a história e seu ensino sem as teorias que as sustentam ?

Sim ; se pensarmos história como “ elaborar histórias “ ; podemos a partir de então dar uma interpretação “ particular “ à história à ser ensinada ;ou seja , através de um recorte no tema , a fim de proporcionar analises a partir determinados aspectos e interessantes de quem a produz ; ou seja , a visão histórica que se quer dar determinada ocorrência . Neste sentido temos que:

“Aliás, vamos começar nosso raciocínio pensando justamente a pluralidade inerente ao nosso campo do saber a História. Longe de entendermos o “ pensar História “ como algo estático ou postular uma formula para se atingir a verdade acreditamos que esta disciplina tem múltiplos sentidos e significados , e que foi concebida de diferentes maneiras em diferentes épocas , sempre resultando em textos históricos distintos.”




No entanto se a história for entendida (como nos dias de hoje ) ,como instrumento de elucidação de momentos relevantes do passado , seremos levados a utilizar teóricos que servirão como cimento para essa reconstituição .Neste sentido notamos que somente à partir da profissionalização do ensino de história surge uma preocupação com a historiografia , e após analise das teorias historiográficas ao longo do tempo verificamos que estas correspondem aos anseios de uma época e a determinados setores da sociedade .


Notamos que o desenvolvimento da história independe das teorias , ou seja , a história vai existir independente do posicionamento da escola teórica a qual nos identificamos .Em ultima analise, a historiografia , busca o “ enquadramento “ da visão histórica utilizada na abordagem ; dando a esta o sentido de “ validação “ do conhecimento diante de seus pares ; contudo tal procedimento não invalida abordagens anteriores , mesmo que classificadas como ultrapassadas .




Partindo deste princípio é possível afirmar que a história pode ser entendida sem que nos prendamos a uma analise taxonômica; pois ao analisamos como o ensino, e o próprio entendimento do que é história é entendido; notamos que as abordagens historiográficas respondem questões relevantes para a época do historiador.



Neste sentido podemos afirmar que não são as teorias historiográficas que dão veracidade ao fato histórico a ser analisado, esta somente torna possível uma analise mais profunda e critica do fato; pois responderá aos rigores acadêmicos, classificando-o como conhecimento acadêmico e aceito por uma comunidade cientifica.

Apesar da existência da possibilidade de ensinar história, sem as chamadas teorias historiográficas; somente notaremos tal experiência sendo vivenciada em sociedades que valorizam a “ historia oral “ como pratica cotidiana; e mesmo assim , fato tal não isenta a analise de sofrer influencias externas , pois , inevitavelmente também estará a mercê de questionamentos postos pela referida sociedade , onde atenderá sua porção de verdade e atenderá `determinadas expectativas .





Ao analisarmos a pratica docente notamos a atuação de professores ( muitos desses , despreparados ) , onde o foco principal não é atender uma abordagem historiográfica; conceituando a interpretação dada ao fato ,mas sim reproduzir o recorte apresentado no livro didático , fazendo com que conceitos sejam assimilados sem a menor criticidade e analise ; ou seja , apesar de fazer uso dos livros didáticos ( que respondem a fundamentos historiográficos ) , nem sempre uma analise historiográfica do conteúdo é feita, devido ao total desconhecimento de sua existência .